Estudo revela os doces e lanches mais buscados no Brasil

Foto - Miljan Živković/iStock

Levantamento analisa o volume de buscas no Google por opções de receitas caseiras para venda e revela as preferências que impulsionam o microempreendedorismo alimentício no país

A busca por renda extra e a autonomia financeira têm levado milhões de brasileiros a empreender na produção alimentícia caseira, impulsionando a consolidação da gastronomia como porta de entrada para o microempreendedorismo urbano.

Com a popularização dos canais digitais de venda e a exigência por refeições práticas e afetivas no dia a dia, a cozinha doméstica transformou-se em um polo gerador de negócios de rápido retorno. Nesse cenário, entender quais itens possuem maior demanda de busca torna-se estratégico para novos empreendedores que visam otimizar a aceitação e o giro de suas vendas pelo delivery.

Quais são os doces e lanches mais buscados para vender no Brasil?

Um levantamento realizado pelo iFood, empresa brasileira líder em delivery, analisou o volume médio mensal de buscas no Google Brasil por uma lista fixa de 200 doces e lanches que podem ser preparados em casa para venda. O período considerado foi de agosto de 2025 a julho de 2026. Os dados representam pesquisas realizadas no Google e não indicam, necessariamente, intenção de compra ou comportamento efetivo dos consumidores.

O bolo de cenoura lidera o ranking, com 790 mil buscas médias mensais. Na sequência, aparecem o bolo de chocolate, com 461 mil, e o brownie, com 303 mil. A lista reúne tanto receitas tradicionais de confeitaria quanto alternativas salgadas e refeições práticas. 

A concentração de doces tradicionais nas primeiras posições mostra o interesse por preparações conhecidas e que podem ser adaptadas a diferentes formatos de venda, como fatias, porções individuais e encomendas. Bolos, brigadeiros e pudins também permitem trabalhar com variações de sabores e tamanhos, conforme a estrutura do negócio.

Ao mesmo tempo, a presença de panqueca, torta de frango, pastel e marmita amplia a leitura do levantamento. Esses itens representam possibilidades de refeições e lanches salgados que atendem a diferentes momentos do dia, incluindo o almoço no trabalho e opções rápidas para quem busca praticidade.

Assim, o ranking pode servir como ponto de partida para quem deseja montar um cardápio de delivery. Entretanto, a escolha dos produtos precisa considerar os custos, a concorrência local, a capacidade de produção e o perfil do público.

Confira abaixo ao ranking:


Como começar a empreender com delivery?

Antes de colocar os primeiros produtos à venda, é importante organizar a estrutura do negócio. A regularização envolve verificar as exigências do município e do estado, além de licenças e autorizações aplicáveis, incluindo as relacionadas aos bombeiros e à Vigilância Sanitária.

Outros pontos fazem parte da preparação:
  • Definir uma cozinha adequada, própria ou alugada, como uma dark kitchen (cozinha profissional voltada exclusivamente para delivery, sem atendimento presencial)
  • Montar um cardápio com produtos e preços definidos
  • Organizar o estoque de ingredientes e embalagens
  • Cadastrar o negócio em um aplicativo de delivery
  • Planejar a logística de entrega, própria ou por parceiros
  • Desenvolver uma identidade visual e estabelecer presença online
No caso de quem pretende trabalhar em casa, também é necessário avaliar os equipamentos disponíveis, como fogão, freezer, armários para armazenamento, utensílios e materiais de embalagem. A formalização e o cumprimento das normas de higiene, incluindo a aplicação de Procedimentos Operacionais Padrão (POP), também são essenciais.

Como estruturar um cardápio atrativo para vender doces e lanches caseiros via delivery?

Um cardápio de delivery precisa facilitar a escolha do cliente e apresentar os produtos de maneira clara. Por isso, fotos reais, descrições objetivas, preços visíveis e categorias bem organizadas são elementos importantes para a experiência de compra.

Para quem pretende vender doces, o levantamento do iFood oferece referências de produtos com alto volume de buscas, como bolo de cenoura, bolo de chocolate, brownie, brigadeiro e cupcake. Eles podem compor categorias de confeitaria tradicional, bolos, doces individuais e opções para encomendas.

Já um cardápio de lanches pode incluir:
  • Mais vendidos - destaque para os produtos de maior saída do negócio
  • Combos - combinações de lanche, acompanhamento e bebida
  • Lanches principais - opções como X-Burguer, X-Salada e X-Bacon
  • Acompanhamentos - porções de batata frita e nuggets
  • Bebidas e sobremesas - alternativas enxutas, com variações de tamanho ou sabor
Além disso, manter uma quantidade controlada de itens facilita o gerenciamento de ingredientes e a padronização das receitas. A combinação de variedade e foco ajuda o empreendedor a testar a aceitação dos produtos sem ampliar excessivamente os custos.

Vender no delivery vale a pena?

O delivery oferece possibilidades de divulgação e alcance. De acordo com dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 86% dos estabelecimentos que trabalham com entregas recebem pedidos por esses aplicativos. Essas plataformas respondem, em média, por 58% das vendas realizadas por delivery no setor. A presença em marketplaces pode ampliar a visibilidade do negócio. Além disso, o processo de pedido é centralizado, o que pode facilitar a experiência.

Por outro lado, o empreendedor precisa considerar os desafios. A concorrência é elevada, e as taxas cobradas por pedido também devem entrar no planejamento financeiro, pois reduzem o valor recebido pela venda.

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