As Asas da Mogiana - Uma história onde o suspense histórico e as emoções humanas caminham lado a lado

Foto - Divulgação

Escrita pelo estreante Renato Lisboa, obra retrata um romance que floresce em meio ao período do golpe militar

Em meio aos tanques de 1964 e às sombras sufocantes do AI-5, uma história de amor improvável teima em florescer. É essa chama de paixão e resistência que o estreante Renato Lisboa traz em As Asas da Mogiana.

A trama acompanha Suzane Rocha, herdeira refinada de uma tradicional família do café paulista e filha de um influente general de cinco estrelas, e Gabriel Silva, estudante de Direito de origem periférica, operário de gráfica e diretor financeiro do DCE da USP. O primeiro beijo acontece sob os arcos do MASP, mas o contexto que os cerca é de golpe militar, delações, tortura e um inevitável exílio. O pai de Suzane, o inflexível general Pedro Rocha, usará seu poder para separar o casal - e contará com a ajuda ardilosa da irmã mais nova, Rebeca, movida por uma inveja corrosiva e silenciosa.

Gabriel, após ser preso e brutalmente torturado nos porões do DOPS, precisará decidir entre a luta armada ou a fuga para Portugal ao lado de Suzane. A obra alterna cenários que vão da mansão no Morumbi à vila operária da Brasilândia, das celas escuras ao apartamento minúsculo em Lisboa, com vista para o Tejo.

Estruturado como um suspense de tirar o fôlego, cada capítulo termina com um gancho que só se resolve no seguinte  recurso que promete prender o leitor do início ao fim da leitura. Além do núcleo principal, As Asas da Mogiana desenvolve subtramas ricas e essenciais, como Zefa (vizinha apaixonada por Gabriel), Otília (a governanta que guarda segredos da família) e Seu Manoel (o imigrante que acolhe o casal na clandestinidade).

"Conheci em Lisboa, alguns anos atrás, uma senhora que me contou sobre o amor que deixou para trás no Brasil devido à repressão. Ela nunca revelou o nome verdadeiro dele. Suzane é um tributo a ela e a tantas outras mulheres que tiveram que escolher entre a família e a liberdade", comenta Renato Lisboa.

Sobre a fronteira entre realidade e ficção no livro, o autor provoca: "li mais de vinte depoimentos de presos políticos para construir as cenas de tortura. O terror narrado ali é real. O amor que sobrevive a ele - esse eu precisei imaginar com força, porque é disso que a gente precisa pra seguir".

E conclui com firmeza: "me perguntam se Suzane e Gabriel existiram de fato. Eu respondo: eles existem em cada jovem que ainda hoje se apaixona por alguém do lado errado da cidade. A ditadura acabou? Sim. Os muros sociais continuam perfeitamente de pé".

As Asas da Mogiana ganha ainda mais relevância com o prefácio assinado por Sergio Moura, renomado diretor de cinema, CEO da NYCX e experiente diretor de marketing, criação e filmes. A participação de Moura traz uma camada extra de prestígio ao romance, conectando a narrativa literária à sensibilidade visual e dramática das telas. Sua leitura crítica introduz com maestria a atmosfera densa e o ritmo quase cinematográfico que Renato Lisboa imprimiu nas 454 páginas da obra, preparando o leitor para mergulhar em uma história onde o suspense histórico e a profundidade das emoções humanas caminham lado a lado.

Sobre o autor

Renato Lisboa é neuropsicanalista, escritor e CEO da Editora Lisboa. Com expressiva atuação clínica e literária, dedicou mais de cinco anos de sua vida a pesquisas e dezenas de entrevistas com sobreviventes do regime militar e exilados na Europa para compor esse potente romance de estreia.

Ficha técnica
As Asas da Mogiana
Autor - Renato Lisboa
Editora - Lisboa
Páginas - 454
Preço - R$ 75,00
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