| Foto - Cleber de Souza Correa |
Luisa Bresser não espera o telefone tocar: ela estuda o roteiro, a lente e o mercado. Aos 19 anos, a atriz que ganhou projeção como a Helena de Poliana Moça (SBT) e emocionou plateias como a Nessarose no fenômeno Wicked, vive uma fase de metamorfose. Enquanto o público a acompanha nos palcos em Shrek - O Musical, Luisa mergulha nos bastidores da faculdade de Cinema na FAAP, assumindo o controle de sua própria narrativa.
O desafio da prontidão
Nesta nova temporada, Luisa aceitou um papel que exige mais do que talento vocal: exige resiliência. Como ensemble e cover da protagonista Fiona, ela vive o exercício diário da prontidão absoluta. "É um momento de autodescoberta. Você precisa estar pronta para assumir o protagonismo a qualquer momento, muitas vezes sem ter passado a cena no palco", revela.
Para Luisa, essa experiência não é um recuo, mas uma ascensão vertical em sua formação. É o desapego do ego em favor da maestria do ofício e da técnica que a coloca lado a lado com os maiores nomes do gênero no Brasil.
A voz de uma geração: influência com propósito
| Foto - Cleber de Souza Correa |
Além dos palcos e das câmeras, Luisa exerce um papel fundamental como referência para milhares de jovens. Com uma postura que foge do óbvio, ela utiliza suas redes sociais para desmistificar o mercado e incentivar novas artistas. "Busco impactar a vida de meninas que têm muitos sonhos, mostrando caminhos em um meio que ainda precisa de visibilidade", afirma.
Entre um post de moda e os bastidores de um ensaio, ela compartilha suas opiniões sobre o mundo e as lições de superação que trouxe de seu curso intensivo na AMDA (American Musical and Dramatic Academy), em Nova York. Foi lá que ouviu o conselho que hoje define sua trajetória: "nunca sinta medo de experimentar". Para Luisa, ser uma it girl em 2026 exige, acima de tudo, bagagem intelectual e autenticidade.
O olhar de quem dirige
| Foto - Cleber de Souza Correa |
Se no palco ela entrega uma Fiona autêntica e ogra - fugindo dos estereótipos de princesa para mostrar o que há por baixo do exterior -, fora dele ela projeta o futuro no audiovisual. Convidada para o prestigiado Globo de Ouro, Luisa saiu da cerimônia tocada pela força do cinema nacional. "Cresci vendo clássicos como Cidade de Deus e Central do Brasil. Ver o nosso cinema ganhando olhos e investimento lá fora é gratificante", reflete.
Sua conexão com a cultura nacional é tão profunda que Luisa já exercita o olhar de produtora ao imaginar o futuro do setor. Questionada sobre quais clássicos brasileiros ela gostaria de ver adaptados para os palcos, ela aponta caminhos audaciosos e nada óbvios: Carandiru, pelo peso histórico, ou uma adaptação rítmica de Bacurau.
Seu grande sonho hoje é unir esses mundos: gravar um filme de grande impacto para o país, mas com o domínio de quem entende o set e a linguagem cinematográfica. Apoiada pela força empreendedora da família Bresser, Luisa prova que o talento é apenas o ponto de partida. O que a define agora é a coragem de ser múltipla: a atriz que o Brasil já ama e a cineasta que ela está se tornando.
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