Dia do Livro Infantil reforça debate sobre leitura no Brasil em meio ao avanço do acesso digital


Levantamento da YouGov mostra força do livro físico na preferência dos consumidores, avanço dos e-books e percepção positiva sobre o impacto da leitura

Entre a estante e a tela, a leitura mantém força no Brasil às vésperas do Dia do Livro Infantil. Celebrado em 18 de abril e em um momento em que o acesso aos livros ganha novo impulso com a criação de uma plataforma gratuita do Ministério da Educação para empréstimos digitais, a leitura volta ao centro da conversa sobre consumo cultural, formação e repertório.

Dados da YouGov, multinacional de pesquisa de consumo online, mostram que: o livro físico segue relevante, apesar da expansão dos formatos digitais. O hábito de leitura permanece disseminado em diferentes intensidades, e a maior parte do público ainda associa os livros a um efeito positivo sobre as pessoas.

No estudo, o recorte sobre método de leitura demonstra que os livros de capa dura aparecem na liderança:


O perfil do leitor retratado pelo levantamento também ajuda a dimensionar esse mercado. Entre os respondentes:


“Os dados sugerem um consumo pulverizado, em que a leitura continua presente, embora disputando atenção com outros formatos e hábitos de entretenimento”, afirma David Eastman, diretor-geral da YouGov para América Latina.

Quando o foco recai sobre os gêneros, as preferências de consumo são:

Os resultados revelam que a leitura se distribui entre diferentes motivações, da busca por entretenimento ao interesse por desenvolvimento pessoal, passando por curiosidade intelectual e consumo de conteúdo narrativo. “Nesse contexto, a ampliação do acesso digital tende a reforçar um movimento já em curso, no qual o livro convive com novas formas de leitura sem perder relevância como produto cultural”, comenta Eastman.

A percepção simbólica da leitura também chama atenção:


“Em um ambiente de atenção fragmentada e forte concorrência entre telas, redes e plataformas, os dados sugerem que o livro continua ocupando um espaço importante no imaginário e na rotina do público”, afirma Eastman, concluindo que “mais do que um hábito de consumo, o livro permanece associado a formação, valor pessoal e ampliação de repertório, o que ajuda a explicar por que, mesmo em transformação, a leitura segue mobilizando interesse, mercado e políticas de acesso”.

Metodologia

A ferramenta YouGov Profiles é alimentada por dados coletados diariamente por meio de pesquisas contínuas, com uma amostra robusta de mais de 70 mil brasileiros (o tamanho da amostra varia de acordo com o país). Os dados do Profiles Brasil são representativos em âmbito nacional e cuidadosamente ponderados por idade, gênero e região, garantindo alta precisão e relevância nas análises.

Base das tabelas

Método de leitura de livros (24.997 respondentes), gêneros de livros preferidos (24.851), tipo de leitor (18.409) e concordância com a afirmação ler livros torna as pessoas melhores (16.617).

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