Uma meditação cinematográfica, poética e pessoal sobre mudanças, desigualdades sociais e perdas: Pele de Vidro acompanha a jornada da cineasta Denise Zmekhol ao descobrir que o edifício mais famoso de seu falecido pai - um arranha-céu modernista de vidro no coração de São Paulo - está ocupado por centenas de moradores sem-teto. Entrelaçando delicadamente o pessoal e o político, Pele de Vidro é uma reflexão profunda e comovente da evolução do Brasil durante épocas de escuridão, transformação e renascimento. Esta é a premissa do filme que está em cartaz nos cinemas de Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
Coprodução Brasil/EUA, passou por mais de 60 festivais ao redor do mundo e recebeu 13 prêmios, incluindo melhor longa documental em festivais de arquitetura na França, Itália, Espanha e Suécia. Recebeu também o prêmio do público no Mill Valley Film Festival (EUA) e menção honrosa no Ischia Film Festival (Itália). A distribuição é da Autoral Filmes.
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| Foto - Divulgação/Autoral Filmes |
"Em 2017, depois de duas décadas como imigrante nos Estados Unidos, fico sabendo de uma controvérsia no Brasil sobre a obra mais famosa de meu pai", relembra Denise Zmekhol. O Pele de Vidro, como é conhecido o edifício Wilton Paes de Almeida, é uma criação do arquiteto Roger Zmekhol (1928-1976). "O espaço estava ocupado por algumas centenas de moradores sem-teto. A notícia reabre portas há muito tempo fechadas para um pai que perdi muito cedo", acrescenta.
"Determinada a me reconectar com meu pai, retorno ao Brasil em busca de seus vestígios na torre de vidro, que foi um projeto pioneiro na época", conta a realizadora de Crianças da Amazônia e Digital Journey. O prédio modernista localiza-se no Largo do Paissandú, região central da capital paulista. A tentativa de aproximação com a memória do pai acabou levando a cineasta a conhecer as famílias que ocupavam o lugar.
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| Foto - Divulgação/Autoral Filmes |
Inicialmente impedida de entrar no prédio, Denise aguarda outra chance até ser surpreendida no dia 01 de maio de 2018, com a notícia de que o prédio estava em chamas. A tragédia deixou marcas profundas no coração da cidade. "Passei o mês seguinte conhecendo dezenas de sobreviventes do incêndio. Conhecer mais a fundo as histórias dos residentes me permitiu entender melhor a complexidade desse momento e da minha história pessoal. Meu pai era meu refúgio, seu edifício era o deles", elabora.
Pele de Vidro é uma coprodução de Denise Zmekhol Produções, ZDFILMS e iTVS em Associação com Latino Public Broadcasting, e Independent Lens para PBS, com apoio da Corporation for Public Broadcasting (CPB).
Sobre a diretora
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| Foto - Alex Black |
Denise Zmekhol é uma premiada produtora e diretora de documentários, reconhecida pelo elegante estilo visual de seus filmes. Entre eles, destaca-se Crianças da Amazônia, exibido no Brasil pela TV Cultura, Canal Curta, PBS nos EUA e em televisões europeias. O filme ganhou diversos prêmios em festivais internacionais. Além disso, a cineasta coproduziu e codirigiu a série Digital Journey que recebeu um Emmy Award e foi exibida na televisão pública americana.
Confira abaixo ao trailer do longa:
Ficha técnica
Pele de Vidro
Brasil, EUA | 2023 | Documentário | 90 min.
Título Internacional - Skin of Glass
Direção e Produção - Denise Zmekhol
Roteiro - Ellen Bruno, Josh Peterson e Denise Zmekhol
Produção Executiva - Anne Corcos, Nancy Blachman, Sally Jo Fifer, Elizabeth King, Kit Miller, Sandy Viquez Pedlow, Lois Vossen e Jamie Wolf
Coprodutores - Leah Mahan, Amir Soltani, Richard O’Connell e Nathalie Seaver
Fotografia - Leonardo Maestrelli, Heloisa Passos, Otavio Pupo, Stève Siracuse, Jacob Solitrenick
Montagem - Josh Peterson
Trilha Sonora Original - Beto Villares
Produtores Associados - David Bergad, Sage Brucia, Stela Grisotti e Marilyn Mulford
Distribuição - Autoral Filmes
Classificação - 10 anos

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