Comédia Que Mal Eu Fiz a Deus? 2 estreia nos cinemas em dezembro



Cineasta 
Philippe de Chauveron traz nova e divertida história que chegará aos cinemas dia 02 de dezembro

Com distribuição da A2 Filmes, a comédia estrelada por Christian Clavier ("Os Meninos Que Enganavam Nazistas" e "Asterix e Obelix Contra César"), Chantal Lauby ("A Gaiola Dourada"), Ary Abittan ("Sob a Torre Eiffel"), Medi Sadoun ("Minha Culpa"), Frédéric Chau ("Lucy") e grande elenco estão de volta numa nova crise enfrentada pela família de Claude e Marie Verneuil, garantindo boas risadas a partir do dia 02 de dezembro, quando o filme chegará exclusivamente nos cinemas. Confira abaixo entrevista com o diretor Philippe de Chauveron:


Como você sentiu o imenso sucesso o primeiro filme da série Que Mal Eu Fiz a Deus?

Foi uma grande surpresa. Percebi que o assunto era popular, já havia sinais positivos, mas não esperava tanto sucesso e fiquei muito surpreso que funcionou tão bem no exterior. As comédias francesas nem sempre exportam bem e essa já circulou pelo mundo. Prova de que o humor, quando baseado em temas universais, pode funcionar em qualquer lugar.

Como surgiu a ideia de que casais jovens seriam tentados a viajar para o exterior?

Para encontrar a estrutura do primeiro, onde as quatro meninas se casavam simultaneamente com estrangeiros, achei interessante fazer os quatro casais viverem uma aventura comum. Estávamos então no meio da campanha presidencial e eu sentia ao meu redor o medo dos extremos. Ouvi pessoas dizerem que deixariam a França se um desses partidos ganhasse e descobri que muitos cidadãos de minorias reclamaram da discriminação que sofreram.

Quando o primeiro longa saiu, você disse que não queria fazer um filme com mensagem, mas acabou entrando na onda e repercutindo isso nas redes sociais. Você gostou, te surpreendeu, te entediou?

As pessoas viram todos os tipos de postagens lá, mas meu único objetivo, quando escrevo, é fazer o espectadore rir. Gosto de brincar sobre todos os assuntos possíveis e não quero ser julgado por ninguém. Se houvesse uma mensagem, seria: vivemos todos no mesmo país, portanto, certifique-se de que tudo vai bem e que todos podem ser felizes lá!

Para escrever a continuação, você ainda se inspirou em sua própria família ou nos personagens do filme anterior mesmo?

Apesar de sempre me inspirar no que vejo, no que leio e no que acontece no mundo, o primeiro filme foi nossa primeira fonte de inspiração. Meu objetivo era confrontar os personagens com novos problemas. Sabendo que meus atores seriam engraçados e inventivos, escrevi pensando em como eles poderiam agir e falar. E como a maioria deles são muito inspirados, eles próprios autores de roteiros de filmes ou shows, eu sempre pedia a opinião deles sobre as versões do roteiro que eu os fazia ler. Naquela época, traziam ideias para situações ou diálogos.

Fazê-los amar a França foi um prazer pessoal?

A frase de Sylvain Tesson, que Chantal Lauby cita no filme, ficou gravada em minha mente ao longo da escrita: "A França é um paraíso habitado por pessoas que acreditam estar no inferno". Temos, de fato, sorte de vivermos num país moderado e estável, e muitos dos nossos concidadãos, de todas as origens, reconhecem que não é tão mau.

Podemos dizer que o filme é, antes de tudo, um hino às províncias?

O povo Verneuil que vivia na Touraine, era uma forma de homenagear a sua província, mas há uma certa ironia nisso porque estamos apenas a transferir o problema: de Paris para as províncias, a relva é sempre mais verde noutros locais.


Esta sequência marca o grande retorno de Pascal Nzonzi, que interpreta o sogro costa-marfinense. Considerando o sucesso que teve na primeira parte, seria natural a volta ao seu lugar de destaque na história?

Sim, porque a família Koffi causou uma grande impressão no público e ele ficaria frustrado se não os encontrasse. Além disso, é sempre agradável colocar Pascal Nzonzi nas mãos de Christian Clavier. O confronto entre os dois sogros é fonte de rica comédia porque, no fundo, este marfinense e esse provinciano são muito semelhantes.

Ainda não há maniqueísmo. Você tem muito cuidado com a dosagem?

O que nos faz rir na comédia são as falhas dos personagens. Meu objetivo é, portanto, "carregá-los" um pouco. Os próprios atores devem ser, apesar de tudo, pessoas simpáticas e cativantes. O charme que exalam faz tudo acontecer. Durante as exibições do primeiro longa, notamos que os espectadores aguardavam apenas as válvulas que os preocupavam: os argelinos riem das piadas sobre os argelinos, os chineses riem das piadas sobre os chineses etc. Todos querem ser representados.

Como você sabe até onde pode empurrar o limite?

É sempre muito misteriosa a mistura certa de humor. O primeiro sinal é fazer-se rir e fazer rir o seu coautor. Depois que tive a ideia inicial, chamei Guy Laurent, meu corroteirista, de volta para me ajudar a escrever o roteiro desta sequência e, como ele e eu temos o mesmo humor, sempre funciona bem. Mas também é muito no set, quando os atores estão atuando, se você percebe o que funciona e o que não funciona.


Como foi o reencontro com os atores?

Não podemos falar sobre reuniões porque eu não os perdi de vista. O mais difícil foi administrar todos esses atores no set, porque na comédia é preciso saber manter o foco.

Sinopse

Claude e Marie Verneuil enfrentam um nova crise. Seus quatro genros, Rachid, David, Chao e Charles estão determinados a ir embora da França com suas mulheres e crianças para tentar sua sorte no exterior. Incapaz de imaginar sua família longe deles, Claude e Marie estão prontos para fazer qualquer coisa para retê-los. Por sua vez, os Koffi desembarcam na França para o casamento de sua filha. As surpresas para estas famílias ainda não terminaram.

Assista ao trailer:


Ficha técnica
Que Mal Eu Fiz a Deus? 2
França | 2019 | Comédia | 98 min.
Título Original - Qu'Est-ce Qu'on a Encore Fait au Bon Dieu?
Direção - Philippe de Chauveron
Roteiro - Philippe de Chauveron, Guy Laurent
Elenco - Christian Clavier, Chantal Lauby, Ary Abittan, Medi Sadoun, Frédéric Chau
Distribuição - A2 Filmes

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