Crise dos 40 é mote do livro da jornalista Adriana Pimenta



Para algumas mulheres chegar aos 40 anos significa o encontro com questionamentos que até então não existiam no cotidiano. Mas, onde buscar respostas para novas dúvidas e novos desafios existenciais? Se a pessoa em questão for uma jornalista, é provável que essa crise se torne uma reportagem ou... um livro! Esse é o caso de Adriana Pimenta, que transformou a crise pessoal na obra Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco, lançado pela Primavera Editorial.

Em uma narrativa sensível e bem-humorada, ela revela a trajetória honesta de uma mulher que enfrenta os próprios obstáculos rumo à maturidade. Em muitos momentos, a autora nos faz rir com os percalços de sua busca singular; em outros, faz chorar com as incertezas do processo. Mas, a principal reação despertada é chorar de rir com o mais humano dos relatos sobre o impacto do tempo em nossos corpos, em nossas mentes e em nossa vida.

Visita a terapeutas, busca por respostas na espiritualidade e nas entrevistas com antropólogos. Como entender a própria inquietação? O que se sente exatamente diante dessa vontade de ir e de ficar? Uma crise dos quarenta pode ser vivida de diferentes formas por mulheres distintas, mas, no caso de Adriana Pimenta, a fase é marcada por uma jornada de profundo autoconhecimento.

“Pesquisei literatura especializada, entrevistei estudiosos, falei com outras mulheres. Procurei entender onde elas estão posicionadas em uma sociedade machista que reforça a desvalia feminina ao passo que envelhecem. Questionei se a crise dos quarenta é moldada pela cabeça ou pela cultura. Foram muitas as descobertas e elas estão contidas no livro, no qual trato a minha crise pelo carinhoso apelido de MC”, detalha a escritora, acrescentando que são crônicas da vida de uma mulher privilegiada, de quarenta e cinco anos, de classe média, branca, heterossexual, que vive em São Paulo e enfrenta uma baita tempestade pessoal. “É no meio deste caos que convido as leitoras a entrar”, revela.

No livro, Adriana Pimenta traz, ainda, uma lista de leituras que acessou durante a busca por respostas e que se tornaram temas de muitas das entrevistas que conduziu.

“...Meus seios analiso pela lateral, o pior ângulo que posso ter deles. Mesmo que a decadência ainda seja moderada, não refletem mais o que já foram um dia. Pouco interesse tenho em saber a respeito dos motivos, da flacidez dos tecidos, da redução de colágeno blá-blá-blá. Fodam-se essas explicações. Minhas tetas estão caindo e é triste ver”, Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco, pág. 48.

Sobre a autora

Foto - Divulgação

Adriana Pimenta nasceu em Santos (SP), e desde criança já tinha a leitura e a escrita em sua rotina. Lia os livros que vinham de brinde no sabão em pó e, estimulada por essas histórias, começou a colocar as suas no papel, adquirindo o hábito de escrever em diários. Cursar Jornalismo foi, então, um caminho natural. Trabalhou por mais de 25 anos com escrita e comunicação corporativa. Em 2019, concluiu a pós-graduação em Formação de Escritores de Não Ficção, pelo Instituto Vera Cruz, e decidiu colocar histórias reais no papel.

Ficha técnica
Quando o futuro chegou e encontrei um pentelho branco
Autora - Adriana Pimenta
Editora - Primavera
Páginas - 144
Preço - R$ 34,90 (e-book) e R$ 42,14 (impresso)
Para mais informações ou comprar o e-book clique aqui e o livro impresso aqui

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