Aulas de arte no 'Novo Normal'


Por André Luiz Pinto dos Santos*

Segundo estudos da Fiocruz, o novo coronavírus chegou ao Brasil por volta da primeira semana do mês de fevereiro de 2020. Nessa oportunidade, não sabíamos ainda o quanto este vírus mudaria nossos hábitos de convivência. Hoje, com muitos infectados e mortos em nosso país, os secretários de saúde de todos os Estados, assim como o Ministério da Saúde, estudam com frequência a situação de cada parte do Brasil.

O fato é que, por enquanto, não existem remédios eficazes contra a Covid-19, apenas possibilidades de vacinas ainda em fase de testes. Enquanto essa ajuda no âmbito da saúde não chega, o que nos resta é o afastamento social. Surge então para os artistas professores a pergunta: como ensinar arte em meio a esse 'Novo Normal'?.

Uma das formas encontradas para vencer o afastamento social é encurtar o caminho entre estudantes e professores. A partir desta ideia, entram em jogo os recursos de transmissão de aulas online. Instituições de ensino e professores autônomos buscam soluções disponíveis que permitam compartilhamento de vídeos, imagens, áudios e textos. Eis que alguns recursos podem ser utilizados como ferramentas de mediação por professores de arte na continuidade de suas rotinas, como é o caso do Instagram Live.

O Instagram Live está atrelado ao Instagram Stories, um espaço voltado para a postagem de “histórias” e que permite ao usuário maior interação com os seus seguidores. Existe, no entanto, um limitador para a elaboração de lives que podem ser realizadas apenas por meio da utilização de celular, não sendo possível a partir do uso de um desktop.

Para fazer uma live do Instagram é necessário ter um smartphone com o aplicativo instalado e com um perfil pessoal ou profissional. Existem alguns recursos disponíveis para os artistas que querem fazer suas lives, como pintura, ferramenta de desenho, marcação de pessoas, inserções de emojis, gifs e alguns filtros ao vivo. É possível, também, adicionar o local da live.

Uma das vantagens da ferramenta é o fato de que todos os seguidores do perfil recebem uma notificação quando a live começa e podem assistir e/ou interagir com conteúdo produzido. Os estudantes podem fazer comentários, sinalizar se gostaram ou não do conteúdo com likes. O professor autor da live, pode habilitar a caixa de comentários ou destacar uma fala em especial.

Vídeos produzidos no Instagram são armazenados no Stories, e podem ficar neste espaço por até 24h após a transmissão ao vivo. Isso pode ampliar a quantidade seguidores e, por sua vez, ampliar a divulgação do trabalho do artista proponente da live. Após as 24h, é necessário que o vídeo seja salvo para que continue disponível.

O Instagram não permite que sejam feitas importações de vídeos-lives de outros dispositivos. Por outro lado, é possível mensurar a métrica, contagem de espectadores e comentários das lives. O Instagram Live é apenas um dos inúmeros aplicativos do gênero; cabem outras pesquisas para verificar até que ponto esse tipo de tecnologia pode ser utilizado como ferramenta de mediação para aulas de arte online.  Assim, os dias seguem, enquanto vamos aprendendo a viver nesse “Novo Normal”.

*André Luiz Pinto dos Santos é mestre em educação e novas tecnologias. Professor da área de Linguagens Cultural e Corporal e dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais do Centro Universitário Internacional Uninter.

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