Autor de 'Avenida Brasil' comenta o sucesso da novela no 'Vale a Pena Ver de Novo'

Foto - Globo/João Cotta

Em entrevista, João Emanuel Carneiro relembra o trabalho na obra, que entra em sua última semana no ar

Quando exibida em 2012 'Avenida Brasil', com direção de núcleo de Ricardo Waddington e direção-geral de Amora Mautner e José Luiz Villamarim, foi um fenômeno de audiência e crítica. Vendida para mais de 150 países, a novela de João Emanuel Carneiro envolveu os telespectadores com sua saga de vingança, amor e traição, e personagens carismáticos.

A exibição no 'Vale a Pena Ver de Novo' mostra que a trama mantém a mesma força oito anos depois, com a melhor audiência da faixa horária nos últimos dez anos e repercussão intensa nas redes sociais.

Na próxima segunda-feira, dia 27 de abril, a novela entra na última semana de exibição, dividindo o 'Vale a Pena Ver de Novo' com a estreia de 'Êta Mundo Bom!', outro grande sucesso da dramaturgia. O público irá relembrar os desfechos mais marcantes, como a morte de Nilo (José de Abreu), que, em seus últimos momentos revela a Nina (Débora Falabella) o segredo que coloca Santiago (Juca de Oliveira) no posto de vilão da trama, e a redenção de Carminha (Adriana Esteves), que acaba vivendo no lixão com Lucinda (Vera Holtz).

Na entrevista abaixo, o autor João Emanuel Carneiro reflete sobre o sucesso da trama nos dias atuais e fala sobre seus sentimentos ao rever a novela. Confira:

Antes do início de 'Avenida Brasil' no 'Vale a Pena Ver de Novo' você chegou a dizer que tinha dúvidas se a novela faria sucesso nos dias de hoje, porque ela retrata um outro momento histórico do país, com as aspirações da classe C durante o boom econômico. A trama é novamente um fenômeno de audiência e nas redes sociais. A que credita a excelente performance no Vale a Pena Ver de Novo?

Apesar do contexto social hoje ser diferente, a novela continua atual porque toca em temas universais e é uma trama homogênea em todos os sentidos. A obra tem vida e força graças ao trabalho integrado e de primeira qualidade do elenco, produção e direção.

Carminha é uma das vilãs de maior sucesso de todos os tempos e Nina, uma heroína nada convencional. As duas sem dúvida foram grandes diferenciais da trama. O trabalho das atrizes voltou a te surpreender ao rever a novela?

Sempre soube que Adriana Esteves era uma grande atriz e, mesmo depois de outros trabalhos, não tem como deixar de se surpreender com o desempenho dela. Carminha precisava de alguém que suportasse o papel e se entregasse inteiramente. Era a atriz perfeita para interpretar a personagem. No caso da Débora também não vejo outra atriz interpretando Nina. Ela soube dosar os sentimentos e fazer com que dualidades de outros personagens também estivessem presentes em Nina.

Quais são suas cenas preferidas e núcleos que gostava de escrever?

Sem dúvida as preferidas eram os embates entre Carminha e Nina. Gostava muito de escrever as do núcleo do Divino e a trama do Cadinho (Alexandre Borges). As cenas do Leleco (Marcos Caruso) com a Tessália (Débora Nascimento) eu também gostava muito, vinham fácil pra mim.

Qual sua sensação hoje após a novela ser novamente um grande sucesso?

Na época, foi muito gratificante ver toda aquela repercussão. Agora me sinto igualmente feliz e realizado de ver que meu desafio de fazer uma novela diferente, em que a mocinha também era vilã, e o esforço, porque foi uma novela muito trabalhosa, novamente agradou e divertiu o público.

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