Toda Quinta estreia música no Teatro Vivo


Elenco de notáveis faz som às quintas de março - Hermeto Pascoal, Renato Borghetti, Yamandu Costa e Trio Corrente

Mais nova iniciativa do Projeto Memória Brasileira, criado para desenvolver ações de valorização da música brasileira, o Toda Quinta estreia com a proposta de oferecer ao público uma programação de qualidade em um espaço ideal para os amantes da boa música. O Teatro Vivo abriu suas portas para esta realização e estreia sua programação musical com este projeto a ser apresentado às quintas - feiras, de 12 de março a 02 de abril, sempre às 20 horas, buscando tornar-se referência na cidade.

Idealizado por Myriam Taubkin e Gabriel Fontes Paiva, que assinam, respectivamente, a direção musical e a direção de arte, o Toda Quinta reúne elenco de notáveis. Para brindar esta iniciativa, as atrações fazem uma saudação a Dominguinhos, executando uma ou duas composições do repertório do artista. “Trio Corrente, Yamandu, Hermeto e Borghetti têm intimidade com Dominguinhos. Conhecem profundamente a obra e a pessoa. Consideram-no um dos músicos mais importantes do Brasil”, informa Myriam.

Ícone da música dos séculos 20 e 21, reconhecido e adorado mundialmente por seu talento como instrumentista, arranjador, improvisador e compositor compulsivo, aos 83 anos, o alagoano de Lagoa da Canoa, Hermeto Pascoal, que, ao longo de sua carreira lançou mais de 35 discos e participou de incontáveis gravações - abre o projeto no dia 12 de março com show do álbum duplo No Mundo dos Sons.

Na quinta-feira seguinte, dia 19 de março, será a vez do gaúcho Renato Borghetti, músico do time dos instrumentistas mais conceituados do Brasil, que, aos 36 anos de estrada, alterna turnês brasileiras com uma vasta agenda pelo Exterior.

Com carreira brilhante, o compositor e violonista também gaúcho Yamandu Costa sobe ao palco do Teatro Vivo dia 26 de março, com o show Íntimo. Importante nome do jazz brasileiro, com dois prêmios Grammy na bagagem, o Trio Corrente encerra o projeto no dia 02 de abril com show para comemorar 20 anos de carreira, fazendo um apanhado de seus seis discos.

Myriam Taubkin, diretora musical e curadora, ressalta a ideia de conquistar o público para a música e oferecer uma programação permanente. “Pensamos em estrear de uma maneira robusta, quatro atrações de notáveis na música brasileira, músicos com grande reputação e qualidade, queridos e conhecidos. E receber o público com o respeito que ele merece por disponibilizar seu tempo para um espetáculo ao vivo.

” A reforma do Teatro Vivo, lembra ela, também modernizou as instalações para poder receber, além de montagens teatrais, apresentações musicais. Na idealização e direção de arte, Gabriel Fontes Paiva comenta que “o projeto foi pensado para levar música ao cotidiano das pessoas. A direção de arte vai mergulhar no universo de cada artista convidado e ao mesmo tempo buscará criar um ambiente acolhedor para receber o público que quer dar uma pausa na rotina e viver uma experiência íntima com alguns dos maiores músicos brasileiros”.

Sobre os artistas

Hermeto Pascoal & Grupo

Considerado por boa parte dos músicos um dos maiores gênios em atividade na música mundial, “o bruxo" ou “o mago” Hermeto Pascoal apresenta o show do álbum duplo No Mundo dos Sons, seu mais recente trabalho, lançado em 2017, com 18 músicas em homenagem aos músicos Sivuca, Miles Davis, Piazzolla, Carlos Malta, Tom Jobim, Edu Lobo e Estados como Pernambuco e São Paulo. Ao piano, teclado, acordeom e voz, Hermeto Pascoal será acompanhado por Fábio Pascoal na percussão, Itiberê Zwarg no baixo e voz, André Marques ao piano, Jota P no sax e flauta e Ajurinã Zwarg na bateria.

No repertório, destaque para Viva São Paulo, Vinícius Dorin em Búzios, Para Thad Jones, Para Miles Davis, Mazinho tocando no coreto, Viva Piazzolla!, Forró da gota pra Sivuca, Carlos Malta tupizando, Para Tom Jobim, Viva Edu Lobo, Para Ron Carter, Um abraço Chick Corea e Rafael! Amor eterno, entre outros temas.

"Único em sua maneira de fazer música e ídolo de um imenso número de músicos de sua geração e das seguintes, de varias partes do mundo, Hermeto criou uma maneira de fazer arranjos, de tocar e de compor, baseada no tremendo conhecimento e musicalidade intuitiva que o levaram a uma liberdade e possibilidade de experimentar, que estimulou a criatividade de muitos artistas. Hoje, aos 83 anos, sua musicalidade tem a mesma energia que o mantém o artista revolucionário que sempre foi”, comenta a curadora Myriam Taubkin.

Sobre Dominguinhos, Hermeto fala: “Dominguinhos é irmão, eterno sanfoneiro, nasceu para a música, tocou sanfona mas poderia ter tocado qualquer outro instrumento, uma pessoa celestial”.

Renato Borghetti

Renato Borghetti apresenta show que tem feito há dois anos com o violonista de 7 cordas Neuro Júnior e seu filho Pedro Borghetti, no bumbo leguero. O repertório reúne Mercedita, Sétima do Pontal e Barra do Ribeiro, entre outras.

“Vou tocar, ainda, uma música que Dominguinhos compôs especialmente para minha mãe, Dona Alda”, revela Borghetti, ressaltando ter gravado a composição quando participava do projeto Asa Branca, junto com Dominguinhos", declara Borghetti.

“Posso afirmar tranquilamente que, como gaúcho, conheço realmente o Brasil através de um projeto idealizado por um nordestino chamado Dominguinhos. Viajamos por mais de três anos com o projeto Asa Branca, ao lado de Chiquinho do Acordeon, Oswaldinho e Sivuca, entre outros. Todo sanfoneiro ou gaiteiro, como chamamos aqui no Sul, tem o Dominguinhos como um mestre”, finaliza.

O músico é frequente atração internacional em festivais do seu instrumento, o acordeom (ou gaita, ou fole, ou sanfona, dependendo da região brasileira), já tendo dividido o palco dentro e fora do país com mestres como o italiano Ricardo Tesi, o irlandês Martin O´Connor, o português Artur Fernandes, o espanhol Kepa Junqueira e músicos brasileiros como Oswaldinho do Acordeon, Dominguinhos e Sivuca, além de Hermeto Pascoal.

Yamandu Costa

Neste concerto solo, denominado pelo próprio Yamandu de Íntimo, o violonista toca suas composições mais recentes e comenta a história de cada uma delas. Outras músicas devem fazer parte do repertório, abertas à inspiração do momento.

O violonista e compositor Yamandu Costa começou a tocar muito cedo, ainda na sua cidade Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Vem de lá sua maior inspiração até hoje. Quando começou a aparecer em S. Paulo e no Rio de Janeiro, aos 16, 17 anos, surpreendeu a classe musical, pela agilidade com que seus dedos e seu suingue particular movimentavam-se no violão.

A isto, o artista incorporou outros gêneros, outras brasilidades, parceiros, mestres e jovens músicos. Sua fama vem crescendo ano a ano e hoje este grande artista tem uma carreira brilhante. O tempo tem sido seu maior aliado, pois Yamandu apropriou-se de seu talento e facilidade e acrescentou grande dose de inteligência e alma na sua música. O resultado é um presente para o público.

Trio Corrente

Um dos mais importantes nomes do jazz brasileiro, o Trio Corrente completa 20 anos de carreira e apresenta neste show um apanhado de seus seis discos, além do tributo a Dominguinhos. No repertório, um mix de músicas autorais, como Freveli (Fábio Torres), Nordeste Romântico (Pauleli), Nívea (Edu Ribeiro) e Fuga para o Nordeste (Dominguinhos), além de releituras improvisadas de compositores consagrados como Tom Jobim e Baden Powel, entre outros.

Formado em 2001, pelo baterista Edu Ribeiro, o pianista Fabio Torres e o contrabaixista Paulo Paulelli, o Trio Corrente faz um som original, interpretando de forma única os clássicos do choro, da MPB e do seu crescente repertório autoral.

O grupo já visitou a Europa, Ásia, África e América Latina, levando uma mistura de tradição e modernidade cuja marca é a inequívoca brasilidade. Em 2014, o álbum Song For Maura, parceria com Paquito D’Rivera, conquistou o Grammy Award de melhor disco de jazz latino, além do Latin Grammy, dividindo o prêmio com o pianista americano Chick Corea. Depois de turnês pela Europa, Japão, Estados Unidos e América Latina, Gravaram o CD Tem que ser Azul, em 2019, elogiado pelo baixista de jazz Ron Carter.

Ficha Técnica

Idealização - Myriam Taubkin e Gabriel Fontes Paiva
Direção musical - Myriam Taubkin.
Direção de arte - Gabriel Fontes Paiva
Engenheiro de som - Alberto Ranelucci
Luz - André Prado
Produção - Gustavo Martins
Coordenação de projeto - Luana Gorayeb
Projeto gráfico - Teresa Maita
Assessoria de Imprensa - ArtePlural Comunicação
Realização - Projeto Memória Brasileira

Serviço

Toda Quinta - Projeto musical no Teatro Vivo
Endereço - Rua Dra. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860) - Morumbi
Capacidade - 274 lugares

Programação
Hermeto Paschoal e Grupo - 12 de março
Renato BorghettiDia 19 de março
Yamandu CostaDia 26 de março
Trio Corrente - 02 de abril
Horário - 20hs
Duração - 60 minutos

Ingressos - 1º Lote R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Horário da Bilheteria - de terça a quinta das 14h às 20h. De sexta a domingo das 14h até o início da apresentação
Fechado em horário de almoço - de terça a sábado das 16h às 17h. No domingo das 15h às 16h
Classificação - livre
Estacionamento no local - R$ 25,00
Informações 11 3279-1520

Postar um comentário

0 Comentários