“Breu da Palavra” estreia no Giostri Livraria Teatro



Breu da Palavra é um projeto que reúne duas peças curtas inéditas “As Borboletas” e “Wolfgang” que dialogam entre si e, embora ambientadas em circunstâncias distintas, sugerem reflexões sobre as causas da dominação e das relações extremas

Estreia no próximo dia 18 de janeiro, no Giostri Livraria Teatro, em São Paulo, o projeto Breu da Palavra, criado pelos dramaturgos Denizart Fázio e Luiz Fernando Vaz Junior, autores e diretores, respectivamente, dos textos “Wolfgang” e “As Borboletas”.

Escritos por ambos no início de 2018, os autores trazem à tona as relações totalitárias de dominação e sequestro do outro, que progressivamente parecem nos soar, de maneira sinistra, cada vez mais atuais. Em “As Borboletas”, Luiz Fernando levanta a questão sobre até onde o homem vai, por servidão voluntária ou pela crença de que apenas uma verdade pode salvar a humanidade. Em “Wolfgang”, Denizart aborda até que ponto o humano pode ser subjugado e totalizado para que disso nasça uma obra de arte.

Sobre os autores/diretores

Denizart Fazio e Luiz Fernando Vaz Junior se encontraram em uma Oficina de Dramaturgia no Club Noir em 2018 e as experiências de cada um, a escrita e o teatro respectivamente, junto ao desejo de verem seus textos encenados e dirigidos por eles, proporcionaram a criação do projeto Breu da Palavra.

Denizart é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestre em Filosofia e Educação pela mesma universidade. Participou de oficinas ministradas por dramaturgos como Jo Clifford, Newton Moreno, Samir Yazbek, Roberto Alvim e Alexandre Dal Farra. Em 2016 fez parte do Núcleo de dramaturgia Sesi-British Council de São Paulo (coordenado por Marici Salomão), onde teve a peça “Ar teso”, com leitura dramática dirigida por Eric Lenate, e publicação em livro pela editora do Sesi. Em 2018 teve aprovado um Proac-Dramaturgia para o desenvolvimento e publicação da peça Babilônia 3310-10.

Luiz Fernando é licenciado em Filosofia, professor no ensino fundamental e atua no ramo teatral desde 1997 com iluminação cênica, tendo trabalhado com diretores como Iacov Hillel, João Falcão, Aderbal Freire Filho, Elias Andreatto, Roberto Alvim, Fausen Hatten, William Pereira, André Heller-Lopes, Marcio Aurélio, entre outros. Foi coordenador de iluminação no Festival de Ópera de Manaus (2013). Paralelamente, participou de diversas oficinas de dramaturgia, entre elas, as ministradas por Samir Yazbek, Roberto Alvim e Sérgio Blanco. Seu trabalho em dramaturgia faz uma pesquisa do humano, usando como matéria a mitologia, a filosofia e a poesia.

Sinopses

“As Borboletas”

Fazendo uso da metalinguagem e de símbolos míticos, o autor mostra o absurdo dos ideais totalitários. Uma mulher grávida é sequestrada em meio à guerra por um general e um soldado. Ambos têm a incumbência de entregá-la aos seus superiores e acreditam que a criança que ela carrega em seu ventre seja o nascimento de uma nova moral.

As três personagens durante sua peregrinação são atraídas para uma sala de ex-votos onde seres míticos (Moiras) tecem o destino de todos.

Ficha técnica
Texto e Direção - Luiz Fernando Vaz Jr
Elenco - Júlia Prado, Júlio Perrud, Laura Paro, Mel Santos, Tales Ordakji, Igor Donato (violão), Caio D´Aguilar (voz off) e Ohana Ribeiro.

“Wolfgang”

Durante um jantar oferecido pelo burocrata e pretenso músico Adolfo para sua chefe Ylva e seu amigo Lopes, descobre-se que o porão da casa guarda muito mais do que objetos inúteis. Uma peça sobre arte e desumanidade em tempos sombrios.

Ficha técnica
Texto e direção - Denizart Fazio
Assistente de direção - Janaína Mello
Elenco - Bruno Eustáquio, Ian Noppeney, Ivan Alves e Janaína Mello

Serviço
Breu da Palavra
Datas - 18, 19, 25 e 26 de janeiro
Local - Giostri Livraria Teatro
Endereço - Rua Rui Barbosa, 201 - Bela Vista - São Paulo
Horário sábados às 21 horas e domingos às 19 horas
Ingressos - R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Vendas - clique aqui
Classificação - não recomendável a menores de 14 anos
Produção - Poligrafia

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