Luiz-Ottavio Faria está no Sultanato de Omã para ser Sarastro da ópera A Flauta Mágica de Mozart

Luiz-Ottavio Faria na ópera Ernani no Teatro Amazonas.  Foto - Michael Dantas
O baixo brasileiro Luiz-Ottavio Faria, natural de Bom Sucesso, no Rio de Janeiro, estudou canto com professores consagrados no mundo lírico, tais como Fernando Teixeira, Nilze Mirian Vianna, Simon Estes e Benjamin Mathews. Formado pela prestigiada ‘The Juilliard School of Music’, de Nova Iorque, também foi aluno da ‘Escola de Música Villa-Lobos’, do ‘Conservatorio Brasileiro de Música’ e da ‘Universidade do Rio de Janeiro’, além de frequentar o ‘American Institute of Music Studies’, AIMS, na Áustria.

A estreia mundial de Luiz-Ottavio Faria se deu na ópera “Un Ballo in Maschera”, de Verdi, no papel de Tommaso, ao lado do tenor Carlo Bergonzi e do grande barítono brasileiro Fernando Teixeira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com temporada estendida para o Theatro Municipal de São Paulo. Mais tarde, Commendatore (Don Giovanni), Ramfis (Aida), Sparafucile (Rigoletto), Sarastro (Die Zauberflute), Colline (La Boheme), Banquo (Macbeth), Oroveso (Norma) Zaccaria (Nabucco) e Timur (Turandot).

Em 2018, interpretou Jacopo Fiesco, da ópera Simon Boccanera, no Teatro Comunale di Bologna, na Itália. E em maio de 2018, foi Zaccaria na ópera Nabucco, no Teatro Montpellier, na França.

Em continuidade com a expressiva carreira internacional, considerado um dos maiores baixos da atualidade, Luiz-Ottavio Faria está em Muscat, para interpretar mais uma vez Sarastro, personagem da ópera A Flauta Mágica de Mozart. A direção musical e regência é do suíço Diego Fasolis e a direção cênica, do italiano Davide Livermore, assessorado pelo brasileiro Allex Aguilera, com quem o Luiz-Ottavio já trabalhou na ópera Turandot, na Ópera La Coruña, na Espanha.

Luiz-Ottavio Faria. Foto - Devon Cass
A apresentação será com o grupo de câmara italiano I Barocchisti e acontecem no Royal Opera House Muscat, no Sultanato de Omã, na Península Arábica, nos dias 02, 03 e 04 de janeiro de 2020. Mais informações aqui.

Este ano de 2019 foi um promissor para Luiz-Ottavio Faria. Em setembro, cantou Don Carlo no Teatro Cólon, na Coruña, Espanha, com um dos maiores baixos da atualidade, o italiano Ferruccio Furlanetto. Em julho, no Brasil, interpretou Sparafucile, na ópera Rigoletto de Verdi, sob a regência de Roberto Minczuk e a direção de Jorge Takla, no Theatro Municipal em São Paulo. Essa montagem foi realizada em outubro, no Teatro Solis de Montevideo, no Uruguai, sob regência do maestro uruguaio Martin Jorge.

Don Carlo, Duet Filippo II e Il Grande Inquisitore, Dmitry Belossesky e Luiz-Ottavio Faria

Em abril esteve no XXII Festival Amazonas de Ópera, interpretando Don Ruy Gomes na versão em forma de concerto da ópera Ernani de Giuseppe Verdi, no Teatro Amazonas, sob regência do maestro Luiz Fernando Malheiro. Em janeiro, foi Timur, em Turandot na Ópera de Toulon, na França.

Em março de 2020, Luiz-Ottavio Faria cantará a Missa Solemnis opus 123 de Beethoven com a Sinfônica de Lahti na Finlândia, regência do maestro Dima Slobodeniuk. Em abril, será Trinity Moses, na ópera Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Kurt Weill, com texto de Bertold Bretcht, no Teatro Regio de Parma, na Itália, sob a regência do americano Christopher Franklin e direção do alemão Henning Brockhaus.

Anna Bolena by G. Donizetti, Luiz-Ottavio Faria, R. Rinaldi, Duetto, Oh! qual parlar fu il suo!

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