A humanização da ciência na meditação



Especializada nos maiores filósofos do mundo, Editora Edipro proporciona ao leitor um marco da filosofia que influencia os pensamentos e estudos até os tempos atuais

A nova face da ciência, não menos científica, porém mais humana. Esse era o mote de Edmund Husserl ao escrever Meditações Cartesianas, publicado pela Editora Edipro, com tradução diretamente de sua língua vernácula, o alemão.

Publicada postumamente, a obra do matemático e filósofo reúne as polêmicas consideradas epistemológicas de sua última fase produtiva. O autor compilou palestras apresentadas na Universidade de Sorbonne em 1929, traduzida para o francês em 1931 que resultou no livro publicado 12 anos após sua morte.

Considerada uma de suas reflexões mais amadurecidas, causou um intenso impacto histórico em meio à imensa produção literária por ele legada. Husserl levanta questões sobre a fenomenologia, método de investigação filosófica, que inaugura um caminho que levaria à busca por uma nova face da ciência, mais humana, porém com embasamento científico sobre a meditação.

Para o autor, meditar deve ser uma prática mais profunda do que compõe os estudos feitos no seu tempo Descartes, conclui que o diagnóstico da crítica da razão lógica, ou da lógica formal de corte fregeano, só abria o caminho rumo à pesquisa dos princípios, agora já não mais nomológicos, mas normativos, em que se ancoraria a outra face da ciência.

Daí o pathos das Meditações: encontrar o alter ego e a intersubjetividade. Qual o significado tão polêmico disso? A filosofia e, com ela, as ciências sociais instituíam para si próprias e para o seu modo de ver as coisas, objetos únicos, subvertendo o paradigma hegemônico do positivismo.

Meditações Cartesianas, publicado pela Editora Edipro, traz ao leitor a importância dos pensamentos de Edmund Husserl, que significam um marco para filosofia, com aplicação sistemática de uma maneira particular de filosofar, mostra a honestidade intelectual do autor e uma reviravolta filosófica que influência no modo de pensar até hoje.

Sobre o autor

Depois de encerrar em 1928 longa e célebre carreira como professor de filosofia em importantes centros universitários da Alemanha, Husserl - àquele tempo já citado por Heisenberg e Weyl - de repente inflama o cenário científico-filosófico europeu de tal maneira, “preenche” a conturbada década de 1930 com tal intensidade, a ponto de se tornar inevitável às reflexões de Gödel e Wittgenstein.

São três os pontos nodais desse percurso meteórico do derradeiro Husserl:
  1. A publicação em 1929 de Lógica formal e transcendental;
  2. No mesmo ano, o empreendimento das Meditações Cartesianas;
  3. A detalhadíssima reconstrução historiográfico-genética (via Galileu, Descartes e Kant) do traçado fundamental da Crise das ciências europeias. É evidente, portanto, que o último Husserl tenha exercido papel dos mais significativos nos contextos de formação de importantíssimas correntes filosófico-críticas do século XX, e que seu estudo tenha se tornado, por isso, simplesmente incontornável.
Sobre o tradutor
Fábio Mascarenhas Nolasco é Doutor em Filosofia pela Unicamp e Professor de Epistemologia da UnB.

Sobre o revisor técnico
Tommy Akira Goto é Mestre em Filosofia e Ciências da Religião pela Universidade Metodista, Doutor em Psicologia pela PUC, e membro-colaborador do Círculo Latino americano de Fenomenologia.

Ficha técnica
Meditações Cartesianas
Autor - Edmund Husserl
Tradução - Fábio Mascarenhas Nolasco
Revisão Técnica - Tommy Akira Goto
Editora - Edipro - 1ª edição | 2019
Páginas - 176
Preço - R$ 69,00

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