O Gigante Adamastor em curta temporada

Gigante Adamastor.  Foto - Roberto Morettho

Inspirado em Os Lusíadas (Camões), um dos livros de poesias épicas mais conhecidos de todos os tempos, trama é adaptada para o teatro infantil pelas mãos dos artistas da Cia. O Grito


Com duas Indicações entre os melhores do primeiro semestre de 2018 ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem nas categorias Cenário e Iluminação, O Gigante Adamastor reestreia no Sesc Santo Amaro para sessões de 04 a 25 de novembro, domingos, às 16 horas, na Praça Coberta. Haverá sessão no feriado de 02 de novembro, sexta, ás 16h, no Teatro.

Foto - Roberto Morettho
Baseado no Canto V de Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões (1524 - 1580), O Gigante Adamastor conta a história de Pedro e seu irmão caçula Zito, moradores de uma cidade praiana que recebe um circo misterioso. Com a chegada da trupe e o sumiço de Pedro, Zito terá que desvendar grandes mistérios e enfrentar seres mitológicos nesse circo mágico. O novo espetáculo da Cia. O Grito fez temporada em abril deste ano no Sesc Ipiranga. No ano que completa 15 anos, a Cia.


O Grito estreia seu 11º espetáculo. A companhia já se apresentou mais de mil vezes e ultrapassa os 450 mil expectadores. “A ideia de criar uma peça a partir do personagem do Gigante Adamastor, da obra de Luis de Camões, originalmente foi do Roberto Morettho (diretor) e dos artistas da companhia”, diz Heloisa Prieto, que assina o texto ao lado do restante da companhia.


Na peça, os atores trocam de personagens para contar a história de um enorme e poderoso gigante que se perde de amores por uma pequena e delicada ninfa que o rejeita. Seu sofrimento faz com que ele sopre sobre o mar, gerando ondas enormes no cabo das tormentas onde navios sempre naufragam. A encenação, segundo o diretor Roberto Morettho, não é realista. Os atores fazem às vezes de narradores, personagens e ainda manipulam bonecos. Os papeis também não são fixos e nem dependem dos gêneros dos intérpretes – o ator Wilson Saraiva também interpreta mulheres e as atrizes Junia Magi e Samira Pissinatto, homens.

Coxia aberta


“A coxia é aberta para que o público veja o que está sendo preparado para as próximas cenas. Longe do naturalismo ou do realismo, a peça encara o teatro como um jogo que vai sendo compartilhado com a plateia”, diz Roberto.

“...é uma encenação vertiginosa, que não nos dá fôlego, e, ao final, não saímos cansados, saímos querendo mais”. Dib Carneiro Neto, Jornalista, Crítico teatral e Jurado do Prêmio São Paulo. 


A adaptação é do Canto V do livro Os Lusíadas (a maior obra portuguesa de todos os tempos), um poema épico sobre o período das Grandes Navegações. O Gigante Adamastor é uma figura simbólica criada pelo poeta para retratar os perigos e desafios enfrentados pelas embarcações portuguesas quando passavam perto do Cabo das Tormentas (também conhecido como Cabo da Boa Esperança), região localizada no extremo sul do continente africano. Heloísa Prieto propôs uma sub-narrativa em que dois adolescentes e uma criança vivenciam uma situação parecida com a proposta pelo Canto V de Os Lusíadas. “O texto traz também esse elemento metalinguístico do teatro dentro do teatro, onde os três jovens citam e interpretam trechos do livro”, conta Roberto.

Os figurinos não correspondem ao gênero masculino ou feminino, o que contribui mais para a versatilidade dos artistas em seus diferentes papeis. Um dos objetivos do espetáculo, segundo Roberto, é despertar o interesse das crianças sobre a obra de Camões. No texto, partes do poema foram musicados e são cantados ao vivo pelos atores. A trilha sonora acompanha o clima de todo o espetáculo, escapando do realismo e apostando nas sensações trazidas pelo livro do autor português. “Criamos uma trilha mais psicodélica e onírica”, conclui Roberto.

Mônica Rodrigues da Costas, afirma: “ A música reforça o lirismo e inclui cantos belos, como o do início: O mar é casado/ O mar também tem mulher/ É casado com a areia/ Dá-lhe mil beijos quando quer” (Jornalista, Crítica teatral e Jurada do Prêmio São Paulo)

Ficha Técnica


Direção e Encenação: Roberto Morettho
Dramaturgia: Cia O Grito, Inspirado no Original de Heloisa Prieto
Assistência de Direção: Wilson Saraiva
Elenco: Diane Boda, Samira Pissinatto e Wilson Saraiva
Direção Musical e Trilha Sonora: Maurício Maas
Participação Especial nas Trilhas: Manoela Amaral
Operação de Som: Roberto Morettho
Vozes dos Poemas: Julia Irajá e Matheus Manfrim
Iluminação: Robson Lima
Operação de luz: Tote Justino
Versão Musicada do poema Adamastor: Manoela Amaral
Coordenação de Cenário, Figurinos e Adereços:Telumi Hellen
Assistentes de Cenografia: Angeli Cristie, So Ra Lee e Gabriela Gatti
Oficina de Jogos e Brincadeiras Populares: Mestre
Tião Carvalho (Grupo Cupuaçu)
Confecção de Livro: Clau Carmo (Cenógrafo/Figurinista Convidado)
Confecção de Bonecos das Personagens:Camila Olivetti, Paula Rosa
Assistente de adereços: Larissa Santos
Costura: Salete André Silva
Produção Geral: Wilson Saraiva
Produção Artística: Companhia O Grito.

Serviço


Reestreia do espetáculo infantil O Gigante Adamastor
Local - Sesc Santo Amaro - Praça Coberta

Endereço - Rua Amador Bueno, 505 - Santo Amaro - São Paulo
Data - de 04 a 25 de novembro
Horário - domingos às 16 horas
Haverá sessão no feriado de 02 de novembro, sexta, às 16h, no Teatro
Classificação - indicada para crianças a partir dos 06 anos
Duração - 50 minutos
Grátis

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