Sabor da memória: Pizzarias que contam a história de São Paulo



Lançamento da Panda Books, o livro Pizzarias que contam a história de São Paulo, da jornalista Gabriela Erbetta, resgata a trajetória de dez tradicionais pizzarias dedicadas à receita da culinária italiana

Prato onipresente na mesa dos paulistanos, a pizza está intimamente ligada à trajetória da cidade, onde foi introduzida por imigrantes italianos, uma de suas colônias mais fortes. Resgatar essa ligação é a proposta da jornalista Gabriela Erbetta no livro Pizzarias que contam a história de São Paulo, que será lançado pela editora Panda Books no dia 5 de julho, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).


O evento é um "esquenta" para o Dia da Pizza, que foi criado em São Paulo e é comemorado em 10 de julho. Durante o lançamento, o dono da cantina Jardim de Napoli, Antonio Buonerba, o Toninho, que faleceu no dia 28 de junho, será homenageado.

No prefácio da obra, o consultor gastronômico Luiz Américo Camargo mostra que a ligação entre pizza e a capital paulista pode ser expressa em números: “São Paulo tem 20% dos habitantes do Brasil, mas consome 60% das pizzas produzidas no país - são vendidas 1 milhão de unidades por dia, em todo o território nacional, segundo dados divulgados pela Associação Pizzarias Unidas do Estado de São Paulo.” Não é à toa que a cidade tem uma das melhores pizzas do mundo.

Por isso, falar em pizza é falar de São Paulo, destaca a jornalista Gabriela Erbetta na abertura da obra: “Desde 1919, quando a pioneira Cantina Genoveva foi inaugurada pelo napolitano Carmino Corvino na avenida Rangel Pestana, no Brás, não foram poucos os restaurantes que testemunharam transformações significativas no traçado urbano e nos costumes da capital paulista”.

Para exemplificar isso, a autora selecionou dez pizzarias, todas com mais de trinta anos de funcionamento e muita tradição, que acompanharam o desenvolvimento de São Paulo. Passear por suas histórias é saber mais sobre os passos dos imigrantes italianos pela cidade, a expansão dos bairros e a rica tradição de empresas familiares que resistiram ao tempo com o empenho e a paixão dos herdeiros dos fundadores.

Nesse time não poderia faltar a Castelões, inaugurada em 1924, no Brás, um reduto dos descendentes italianos na cidade. Na década de 1920, jogos de futebol dos times locais, como o Castelões F.C., animavam o bairro. Foi ali, na rua Jairo Góis, que a nasceu a Cantina Castelões, que antes de abrir ao público servia de ponto de encontro e vestiário do time.

Além da Castelões, o time de pizzarias retratadas na obra inclui: Ângelo (1971); Camelo (1957); Cristal (1981); Jardim de Napoli (1949); Marguerita (1981); Paulino (1945); Speranza (1958); Urca (1962); e Vituccio (1982). O texto saboroso, repleto de curiosidades sobre a memória da cidade e das famílias que ajudaram a alimentar a paixão pela pizza, aliado às fotos que ilustram o volume e despertam o desejo de saborear um pedaço suculento de massa crocante e recheio generoso, são chamarizes mais do que suficientes para mergulhar com gosto na obra.

Em edição bilíngue (português-inglês), a obra também serve como um guia para aqueles que, estimulados pela leitura, sentirem o desejo de degustar as famosas redondas. Ao final do perfil de cada pizzaria, uma ficha técnica traz o serviço completo, com endereço, horário de funcionamento e até telefone para delivery.


Sobre a autora

Jornalista, tradutora e pesquisadora especializada em gastronomia e turismo, Gabriela Erbetta tem larga experiência na edição de livros, revistas e guias. Entre outras obras, assina O livro das ervas, especiarias e pimentas e O que comer no Brasil.

Ficha técnica

Sinopse
A jornalista Gabriela Erbetta apresenta a história de dez tradicionais pizzarias de São Paulo e revela a forte ligação entre as redondas e a trajetória da cidade com a chegada dos imigrantes italianos.

Pizzarias que contam a história de São Paulo
Autora -  Gabriela Ebertta
Editora - Panda Books
Páginas - 96
Preço - R$ 35,90

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