Nova temporada de “Retrato Social” aborda a realidade dos refugiados em São Paulo


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Trilogia de documentários será exibida exclusivamente no Facebook a partir de 23 de maio



A nova temporada da websérie Retrato Social estreia dia 23 de maio e conta com três episódios temáticos que abordam a realidade dos refugiados na cidade de São Paulo. Os documentários serão exibidos exclusivamente no Facebook através do canal @portalretratosocial. Os documentários identificam e dão mais visibilidade a histórias e pessoas extraordinárias como Carlinhos, Miriama Aoula, Mahah Mooni, Jonatan, Omar e Liliana - alguns dos personagens da trilogia.

A importância de dar visibilidade e comunicar a vida dos refugiados é revelar suas histórias, desvendar quem são essas pessoas, de que cultura vem e, principalmente, fazer com que aqueles que os recebem percebam que somos todos iguais em nossas carências e humanidades. Tornar-se visível traz luz para a vida daqueles que lutam por suas sobrevivências com dignidade.

“A causa dos refugiados é de extrema relevância para o mundo em função do contágio cultural que acontece e da maneira sutil que vamos percebendo as influências dos refugiados em nossa sociedade”, afirma Regina Moraes, idealizadora do projeto Retrato Social. “No final das contas, a construção do Brasil, em sua origem, é de refugiados que vieram de todos os continentes e foram acolhidos pelos povos nativos que aqui viviam”, completa.

De acordo com o governo brasileiro, refugiado é qualquer “pessoa que deixa o seu país de origem ou de residência habitual devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos, e não possa ou não queira acolher-se da proteção de tal país”.

Segundo relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) ao final de 2016, cerca de 65,6 milhões de pessoas, 1 em cada 113 pessoas em todo mundo, foram forçadas a deixar seus locais de origem por diferentes tipos de conflitos. Desses, cerca de 22,5 milhões são refugiados e 2,8 milhões são solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado (pessoa que solicita às autoridades competentes ser reconhecida como refugiada, mas que ainda não teve seu pedido deliberado pelo Comitê Nacional para os Refugiados). 55% dos refugiados no mundo vieram de três países: Síria (5,5 milhões), Afeganistão (2,5 milhões) e Sudão do Sul (1,4 milhões).


Conforme o discurso do Presidente da República na ONU em 19 de setembro de 2017, a Lei de Refúgio brasileira é considerada uma das mais modernas do mundo. De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados, em 2017 o Brasil apresentava um índice acumulado de 10.145 refugiados reconhecidos. Pela Polícia Federal, 86.007 solicitações de reconhecimento estavam em trâmite. Nos últimos 7 anos o Brasil receber 126.102 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado. No ranking de refugiados reconhecidos no Brasil por nacionalidade (de 2007 a 2017) estão: 39% da Síria (2.771), 13% da Rep. Dem. do Congo (953) e 4% da Colômbia (316).

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Episódios
23 de maio: O primeiro episódio impõe a “Igualdade” como valor e aborda o Migraflix, organização não governamental sem fins lucrativos criada em 2015 com o objetivo de integrar refugiados e imigrantes social e economicamente. O cenário para essa narrativa é a Casa do Povo, um espaço de arte e experimentação localizado no Bom Retiro - bairro famoso por receber imigrantes e refugiados.

6 de junho: O segundo episódio, “Liberdade” dá visibilidade para a Orquestra Mundana Refugi, que nasceu do projeto de Carlinhos Antunes, pesquisador sobre a música do mundo. Hoje somam 21 pessoas de diferentes nações com uma língua comum, a música. 

20 de junho: “Fraternidade” é o terceiro episódio, e nele Evodi e Talal, como muitos refugiados, encontraram na culinária uma maneira de sobreviver. Esse episódio une diversos povos dividindo a mesa num encontro de culturas e de histórias.

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