Livraria Cultura e Fnac Brasil oferecem com exclusividade clássicos da literatura russa

Imagem Ilustrativa
Em edição bilíngue Coleção Mir é fruto de parceria com a editora Kalinka

Chega aos leitores brasileiros a Coleção Mir, publicada pela editora Kalinka em parceria com a Livraria Cultura, reunindo edições bilíngues da prosa curta russa, contos e novelas. Integram a coleção dois autores consagrados, Fiódor Dostoiévski e Lev Tolstói, como também nomes menos conhecidos no país, caso de Fiódor Sologub e Zinaída Guíppius.

Os três primeiros livros da coleção, vendida com exclusividade nas lojas ou pelos sites da Livraria Cultura e Fnac Brasil, são Bobók & Meia Carta “de um sujeito”, de Fiódor Dostoiévski, O elefante, de Aleksandr Kuprim e A Velha, de Daniil Kharms. Cada livro traz um QR Code impresso na capa, o que possibilita ao leitor acessar o áudio do texto, em russo nativo. Mir, em russo, significa “paz” e “mundo”.

“É uma prática tradicional da Livraria Cultura lançar edições exclusivas, oferecendo alta literatura aos nossos clientes”, explica o gerente Comercial das redes Ricardo Schil. Como exemplo dessas edições exclusivas, estão os títulos A paixão segundo G.H. e Água viva, de Clarice Lispector, publicados em parceria com a editora Rocco, à venda desde dezembro de 2017. Também é produto exclusivo da Cultura e Fnac Brasil o DVD Literatura no cinema: John Fowles, que reúne três filmes baseados na obra do escritor.

A Coleção Mir

Bobók & Meia carta "de um sujeito"


Publicados pela primeira vez em 1873, em Diário de um escritor, coluna que Fiódor Dostoiévski (1821-1881) assinava na revista O cidadão (Grajdanin),Bobók & Meia carta “de um sujeito” respondem a algumas querelas do autor com seus contemporâneos ao mesmo tempo que descortinam uma sociedade desigual e hipócrita e os estranhos meandros do jornalismo.

Em Bobók, há um escrevinhador que escuta vozes do além num cemitério, expondo nelas toda a dissimulação de uma elite hierarquizada. Enquanto, na desconcertante Meia Carta “de um sujeito”, o mesmo escritor “que apareceu na revista falando a propósito de uns ‘tumulozinhos’” retrata dois folhetinistas que se atacam convulsivamente em nome de seus patrões.

Na produção jornalística de Dostoiévski, estas duas pequenas ficções destacam-se pela filiação à tradição gogoliana, com o uso do cômico, do fantástico e do grotesco no cotidiano.

Ficha técnica
Titulo Original - Бобок | Полписьма "одного письма"
Fiódor Dostoiévski
Desenhos Daniela Mountian
Tradução Moissei Mountian e Daniela Mountian
Páginas - 128

A velha

O poeta, dramaturgo e escritor Daniil Kharms (1905-1942) foi um dos fundadores da Oberiu (Associação para uma arte real), grupo criado em 1928 que reuniu artistas vanguardistas de Leningrado (atual Petersburgo). Redescoberta nos anos 1990, a Oberiu passou a ser considerada o último grande movimento da vanguarda russa, e seus principais membros e colaboradores, como Kharms, Aleksándr Vvediénski (1904-1941) e Nikolai Oléinikov (1898-1937), foram inseridos no rol dos maiores poetas russos do século 20.

Com o fim da Oberiu (1930), Kharms se voltou para a prosa curta, criando textos coalhados de humor que, algumas décadas depois, consagraram em definitivo seu nome, na Rússia e fora dela.

Em A velha (1939), o narrador em primeira pessoa, inseparável da figura excêntrica de Daniil Kharms, é um escritor em crise que se vê perseguido por uma velha que cai dura no meio de seu quarto. Parodiando clássicos do século 19, como A dama de espadas (1833), de Púchkin, e Crime e Castigo (1866), de Dostoiévski, a novela revela ainda as vicissitudes da Rússia stalinista e as questões metafísicas do autor, por meio de imagens e gestos que se refletem ao longo da narrativa, como em um caleidoscópio.

Ficha técnica
Titulo Original: Starukha
Daniil Kharms
Desenhos Daniela Mountian
Tradução Moissei Mountian e Daniela Mountian
Páginas - 104

O elefante

Além das narrativas que denunciavam mazelas e injustiças sociais, o renomado escritor russo Aleksandr Kuprin (1870-1938) deixou contos para jovens e crianças, ainda hoje lidos e reeditados, como O poodle branco, Doutor milagroso e O elefante. Escrito em 1907, O elefante conta a tocante história de Nádia, uma menina de seis anos que adoece de tristeza e sonha conhecer um elefante, um de verdade... Eis que surge o brincalhão Tommy.

As descrições vivas e espirituosas de Tommy, habilidoso elefante de circo que fazia truques de todo tipo com sua tromba, vieram da vida aventurosa do escritor. Com porte de atleta, Kuprin serviu no regimento imperial e conhecia a Rússia como ninguém. Voava de balão e foi um dos primeiros homens a mergulhar com o escafandro. Adorava circos — dizem que chegou a entrar numa jaula de leões e por pouco não foi atacado — e tinha amigos pitorescos: lutadores, domadores, cantores. Conhecia profundamente a paisagem russa e os animais e escrevia aventuras sobre eles para as crianças. Com um tom otimista e cativante, Kuprin mostra com seu Elefante que milagres podem acontecer, mas não no outro mundo, e sim no contato com a natureza.

Ficha técnica
Titulo Original: Slon
Aleksandr Kuprin
Desenhos Daniela Mountian e Tatiana Larkina
Páginas - 64

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