Dia do Jornalista: o livro que todo foca deveria ler

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“O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter”. Foi assim que Cláudio Abramo, jornalista e um dos maiores nomes da imprensa brasileira de todos os tempos, definiu a profissão que exerceu durante boa parte da vida.

O jornalista, que é além de exercer cotidianamente seu caráter, também tem uma obrigação diária com a população em reportar fatos relevantes de maneira ética e imparcial, levando em conta única e exclusivamente o bem público.

A profissão é considerada uma das mais antigas de todos os tempos, como exemplo o Acta Diurna, espécie de jornal escrito em grandes placas brancas que expunham fatos sociais e políticos ocorridos no império de Júlio César, por volta de 69 a.C.

A profissão atravessou séculos e dia 7 de abril é celebrada no Brasil, no Dia Nacional do Jornalista. Data estabelecida para homenagear o médico e jornalista Giovanni Batista Libero Badaró, importante personalidade que lutou pelo fim da monarquia portuguesa e Independência do Brasil.

A arte de reportar e de querer mudar o mundo, ou ao menos “mudar pequenos mundos”, é desejo de todos da profissão. Com essa paixão entusiasmante pelo ofício, surgiram diversas grandes reportagens que apresentaram fatos inéditos, fizeram grandes denúncias e mostraram um outro ponto de vista da sociedade. Entre elas podemos mencionar o premiadíssimo Rota 66, do Caco Barcellos; Hiroshima, de John Hersey; A Sangue Frio, do Truman Capote; Todos os Homens do Presidente, do Carl Bernstein e Bob Woodward; são algumas que se tornam peças obrigatórias em toda a estante de um foca.

Outro exemplo de livro reportagem indispensável é a obra Cobras e Lagartos – a verdadeira história do PCC. Escrita pelo jornalista Josmar Jozino, ganhou sua segunda edição pela Edipro. Lançado originalmente em 2005, o livro é um verdadeiro dossiê sobre o funcionamento da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esgotado há anos nas livrarias, a edição original virou artigo de luxo em sebos.

A segunda edição foi atualizada e com um novo capítulo, no qual conta como o PCC se expandiu para além das fronteiras do Estado de São Paulo, como funcionou a ligação da facção criminosa com a máfia italiana e qual foi o destino dos fundadores e líderes do Primeiro Comando da Capital. Uma obra de peso e uma das principais referências do jornalismo policial brasileiro.

Sobre o autor
Caveirinha é o apelido adotado pelo repórter policial Josmar Jozino, que até hoje é chamado assim pelos colegas de redação – é repórter desde 1984 –, por sua aparência magra e pelo fato de que fumava mais de três maços de cigarro por dia. Nesses mais de 30 anos de jornalismo, Caveirinha acumula passagens pelas principais rádios de São Paulo como redator e editor, pela emissora de TV Record e por jornais como Folha Metropolitana de Guarulhos, Diário Popular, Diário de São Paulo, Jornal da Tarde e Agora SP. Jozino foi um dos primeiros repórteres a denunciar a existência do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das principais facções do crime organizado do país.

Ficha técnica
Cobras e Lagartos – a verdadeira história do PCC
Autor - 
Josmar Jozino
Editora - Via Leitura
Gênero - Jornalismo Policial
2ª edição - 2017
Número de páginas - 224
Preço - R$ 47,00

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