Big Bands paulistas: história de orquestras de baile do interior

Foto - divulgação
Os autores José Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins irão participar de bate-papos com leitores em eventos em Campinas, Franca e São José do Rio Preto

As Edições Sesc São Paulo lançam Big bands paulistas: história de orquestras de baile do interior de São Paulo, obra que resgata a história dos grandes conjuntos orquestrais do interior do estado, registrando em textos e imagens sua atividade ao longo de mais de três décadas. Dando continuidade aos eventos de lançamento do livro, as Edições Sesc São Paulo promovem, entre os dias 27 de fevereiro e 19 de março três bate-papos com os autores, o professor José Ildefonso Martins e o jornalista e escritor José Pedro Soares Martins, que contarão ainda com a participação do historiador Sérgio Estephan, para falar sobre o processo de pesquisa e concepção do livro.

A primeira cidade a receber o evento, em 27 de fevereiro, será Campinas. Após o bate-papo haverá sessão de autógrafos e show com Arley e sua orquestra. No dia 1º de março será a vez de Franca, no Teatro Municipal da Cidade -- resultado de uma parceria com o Sesc de Ribeirão Preto. Finalmente no dia 19 de março os moradores de Rio Preto serão brindados com a mesma programação, na unidade Sesc da cidade.

Big bands paulistas resgata a memória musical do estado por meio da emblemática história de suas big bands, que durante décadas foram a grande atração das mais diversas festas e comemorações que aconteciam pelas cidades do interior, quase sempre organizadas em torno de bailes. Eles eram os maiores acontecimentos sociais nessas cidades e sempre havia muitas ocasiões para celebrar: uma festa de debutante ou formatura, o aniversário da cidade, um concurso de miss, o início da primavera, colheitas, casamentos, carnaval, réveillon etc. Os autores também se debruçam sobre o contexto sociocultural em que essas orquestras estavam inseridas, em meio ao clima de desenvolvimento, euforia e otimismo que dominou o país entre as décadas de 1940 e 1970.

No posfácio, o professor doutor em história e pós-doutor em história e música Sergio Estephan destaca a relevância da pesquisa sobre as big bandspaulistas e discute o contexto histórico e social que marcou a época em que elas atuaram. Algumas das orquestras, que costumavam se apresentar até cem vezes por ano no interior de São Paulo, chegaram a gravar discos, outras apareceram no rádio e na televisão, e muitas tocaram também para plateias de outros estados brasileiros e países latino-americanos.

“Os capítulos introdutórios e um abrangente posfácio do historiador Sérgio Estephan traçam um panorama do surgimento e desenvolvimento dessas orquestras em São Paulo e no Brasil, seu marcado nacionalismo apesar da influência que tiveram das jazz big bands norte-americanas, sua ligação com as rádios, e seu caráter de agentes de lazer e sociabilização por meio da arte”.
Danilo Santos de Miranda

Os autores definiram quatro critérios principais para selecionar os conjuntos orquestrais que foram detalhados no livro, com direito a algumas exceções: a definição das orquestras de baile, que geralmente têm entre 15 e 20 músicos, incluindo um naipe de metais completo (trompetes, trombones, saxes e clarinetas), seção rítmica com guitarra, baixo, bateria e piano (ou equivalente), um ou dois cantores e poucos instrumentos eletrificados; a localização geográfica das cidades onde estavam sediadas, obrigatoriamente no interior de São Paulo e a mais de 200 km da capital; a época e longevidade de sua atuação, optando-se por conjuntos com maior tempo de atuação a partir dos anos 1940, com ênfase nos anos 1950 e 1960; e o acervo encontrado, ou seja, a disponibilidade de documentação consistente.

Assim, o dia a dia de nove orquestras de baile pode ser mapeado, analisado e registrado em detalhes. Cada uma delas ganhou seu próprio capítulo, que, por sua vez, traz o nome da principal estação de trem do município onde estavam sediadas: Catanduva, Espírito Santo do Pinhal, Franca, Guararapes, Jaboticabal, Jaú, Rio Claro, São José do Rio Preto e Tupã, vinculando assim o sucesso das big bands às ferrovias que contribuíram consideravelmente para o desenvolvimento das cidades do interior paulista.

“É impressionante o levantamento efetuado em tema que, não fosse feito, permaneceria fadado ao ostracismo nos descuidos da nossa memória. (...) Em meio à esplêndida rede ferroviária e à riqueza da cultura cafeeira em época de fartura, vai-se revelando a cada capítulo a dedicação de centenas de músicos dotados de determinação em seu firme propósito: tocar para bailar”.
Zuza Homem de Mello

Como os próprios autores definem na introdução, “resgatar a época de ouro das big bands paulistas constitui o objetivo principal deste livro. Não deixa de ser um tributo àqueles que, com seu trabalho, fizeram parte de um momento mágico da música, da dança e da socialização em um período de profundas transformações na sociedade brasileira”.

As publicações das Edições Sesc São Paulo podem ser adquiridas em todas as unidades Sesc SP (capital e interior), nas principais livrarias e também pelo portal www.sescsp.org.br/livraria

Sobre os autores
José Ildefonso Martins é professor universitário, advogado e consultor para as áreas de formação profissional, além de ser diretor da OFFICINA3 – Consultoria e Eventos S/C Ltda. Trabalhou no Sesc-SP e foi Gerente Regional do SENAC-SP. Há mais de 40 anos pesquisa a música popular brasileira, da qual possui considerável acervo utilizado para atividades acadêmicas e profissionais. Tem artigos publicados em jornais e revistas especializados.

José Pedro Soares Martins é jornalista e escritor, autor de livros sobre meio ambiente, cidadania, história e cultura. Entre suas obras estão Depois do arco-íris: uma proposta ecológica (FTD, 1991), Terra cantata, uma história da sustentabilidade (Komedi, 2007), Festas populares do Brasil (Komedi, 2011), Capoeira, um patrimônio cultural (Komedi, 2011) e Carnaval encantado (Komedi, 2013). Recebeu o Prêmio Ethos de Jornalismo de 2003, o International Media Awards (1992 e 1995) e o Prêmio Amizade Norte-Sul em 1992, entre outros reconhecimentos. É editor da Agenda Social de Notícias.

Ficha técnica
Big bands paulistas: história de orquestras de baile do interior de São Paulo
Autores - José Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins
Edições Sesc São Paulo
Páginas - 232
Preço versão impressa - R$ 60,00
Preço ebook - R$ 30,00


Serviço
Lançamento do livro Big bands paulistas: história de orquestras de baile do interior de São Paulo
Bate-papo com os autores, José Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins
Sessão de autógrafos seguida de baile-show com a banda Arley e sua Orquestra
Data: 27 de fevereiro de 2018, terça-feira, às 19h30
Evento gratuito
Local - Área de Convivência do Sesc Campinas
Endereço - Rua D. José I, 270/333, Bonfim, Campinas

Bate-papo com um dos autores, José Ildefonso Martins, e o historiador Sérgio Estephan Sessão de autógrafos seguida de show com banda regional
Data: 01 de março de 2018, quinta-feira, às 19h30
Evento gratuito
Local - Teatro Municipal de Franca
Endereço - Av. 7 de Setembro, 455, Res. Baldassari, Franca

Bate-papo com um dos autores, José Ildefonso Martins e sessão de autógrafos seguida de show com banda regional
Data: 19 de março de 2018, segunda-feira, às 14h
Evento gratuito
Local - Sesc Rio Preto
Endereço - Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1.333, Chácara Mun., São José do Rio Preto

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