Globo estreia superprodução medieval e aposta em efeitos visuais

Marina Ruy Barbosa e Rômulo Estrela Foto - Globo/César Alves
Telenovela está sendo gravada em cidade cenográfica indoor; o volume de efeitos visuais supera o de outras produções da Globo

A Globo estreia nesta terça-feira, 09 de janeiro, a superprodução ‘Deus Salve o Rei’. A novela é uma trama medieval com elementos dramáticos e cômicos, que conta com um trabalho minucioso e impressionante de tecnologia, figurino e cenografia para construir os dois reinos onde a história se passa. A trama tem como ponto de partida dois irmãos príncipes que não querem o trono: um tem medo de ser rei e outro abdica ao trono pelo amor de uma plebeia.

Para dar vida a enormes castelos cheios de detalhes, vastos campos montanhosos, cavalos e carruagens em cenários majestosos, além dos dois reinos medievais com toda a grandiosidade deste universo, ‘Deus Salve o Rei’ está sendo gravada em uma cidade cenográfica totalmente indoor nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com dois galpões, medindo mais de dois mil metros quadrados. No primeiro, foi montado o reino de Montemor, com castelo e cidade fictícia. No segundo, o reino de Artena e uma grande área de chroma key, para as cenas que envolvem efeitos visuais, florestas e as sequências de batalhas da trama.

“Com a cidade indoor temos a luz controlada o tempo todo e, ao mesmo tempo, um espaço múltiplo, que pode se transformar. Na construção dos dois reinos, misturamos diversas referências e estilos europeus para chegar ao desenho final com castelos, vilas, aldeias, tabernas, lojas e casas de alguns personagens”, conta Fabrício Mamberti, que assina a direção artística da trama.

A novela terá de sete a oito vezes mais volume em efeitos que a maior parte das produções da Globo e praticamente todas as cenas terão inserção de computação gráfica. O destaque vai para as cenas de batalha e as florestas virtuais que devem encantar o público. São florestas digitais de altíssima resolução e que serão integradas às cenas gravadas dentro dos galpões, pensados e desenvolvidos em conjunto com a área de efeitos visuais da Globo.

“Os atores estão contracenando, na maior parte, com cenários reais. Eles terão uma convivência com um mundo virtual, mas com a inclusão de objetos reais e referências de lugares reais também, especialmente nas cenas de floresta”, conta o diretor.

Para o projeto, a Globo está usando técnicas avançadas, como captura de movimentos com mais de 50 câmeras, que trazem agilidade e precisão para as animações, e gruas computadorizadas capazes de reproduzir movimentos repetitivos com alta precisão. A equipe também desenvolveu internamente um sistema de scanner facial, que permitiu capturar e trabalhar o rosto dos atores, criando um modelo de alta resolução para aplicação nas cenas reais de uma produção de mais de 100 capítulos, com exibição diária, seis dias por semana. Além disso, estão sendo utilizados personagens digitais, que inauguram uma biblioteca de elenco e figuração virtual que podem ser usados em outras produções. Para ambientar a série, foram captadas imagens em oito países: Espanha, França, Nova Zelândia, Inglaterra, Islândia, Irlanda do Norte e Escócia. Uma pequena equipe viajou por 32 dias e fez quatro mil imagens – tanto stock shots quanto elementos para implementação em 3D.

“Contamos com algumas das mais modernas técnicas de computação visual nessa produção e desenvolvemos todas as soluções internamente. O grande desafio em uma novela é que precisamos finalizar cenas complexas do ponto de vista tecnológico em poucos dias. Mas temos investido muito em inovação e na geração de conhecimento para os profissionais que criam efeitos tão impactantes”, afirma Paulo Rabello, diretor de Tecnologia para o Entretenimento da Globo.

A novela conta ainda com uma produção de arte que confeccionou peças que vão desde carruagens até cerâmicas, copos, comidas, animais de caça e livros que compõem a decoração dos ambientes do cenário. Além disso, há objetos de luta, como espadas, machados, arcos e flechas, que foram comprados na Espanha e em Portugal ou produzidos no Rio de Janeiro. Grandes banquetes, característica marcante do período medieval, também compõem o cenário, com copos, canecas e pratos dos mais diversos materiais, como barro, madeira, estanho, pedra sabão e osso. Bandeiras, mapas, iluminuras, quadros e pinturas também estarão presentes, auxiliando na identificação dos ambientes. 
Na trilha sonora, inteiramente original, há 80 músicas, além de músicas típicas medievais e a trilha incidental. A canção de abertura será um novo arranjo de Scarborough fair, especialmente gravada para a novela na voz da cantora norueguesa Aurora.

A produção conta com elenco composto por Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Rômulo Estrela, Caio Blat, Ricardo Pereira, Johnny Massaro, Tatá Werneck, Rosamaria Murtinho, entre outros.

Confira alguns dos efeitos visuais

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