Corpo: Artigo Indefinido

Globo reúne ativistas, especialistas e elenco no Rio para promover reflexão sobre identidade de gênero
Lázaro Ramos comandou debate sobre masculinidades
Foto -I Hate Flash/Derek Mangabeira

“Eu fico muito feliz, quando subo nesse palco, de ter que pensar como vou dar boa tarde. Porque, apesar de ser um militante da causa negra, o movimento feminista tem me colocado no lugar de escuta”, afirmou Lázaro Ramos ao abrir debate sobre novos olhares sobre as masculinidades, na tarde desta quarta-feira, no Rio. A declaração do ator mostra como as questões de gênero perpassam até a linguagem mais corriqueira.

O questionamento trouxe à luz uma entre tantas outras reflexões discutidas durante o fórum ‘Corpo: artigo indefinido’, promovido pela Globo no dia Internacional do Orgulho LGBT para marcar o lançamento da 12ª edição do Caderno Globo, que traz artigos e entrevistas sobre identidade de gênero.

“A gente faz esse caderno porque a gente é um palco vazio, que pode ser ocupado por qualquer coisa. O que a gente sabe fazer na Globo é mobilizar pessoas com diversão, informação. E, para isso, precisamos nos cercar de quem sabe para que nos ensinem, para que consigamos passar as mensagens corretas, exercendo a função de palco”, afirmou Sergio Valente, diretor de Comunicação da Globo.

Beatriz Azeredo, diretora de Responsabilidade Social da Globo, lembrou que esse foi um dos temas que mais apareceram em rodas de discussão desde que a empresa iniciou sua plataforma de aproximação com o público jovem, em 2014. A executiva também lembrou que a iniciativa se insere na campanha ‘Tudo começa pelo Respeito’, lançada pela emissora em 2016, em parceria com diversas instituições das Nações Unidas, para atuar na mobilização da sociedade para o fortalecimento de uma cultura que não apenas tolere, mas respeite e discuta amplamente os direitos humanos. 

O evento, que contou curadoria da ONU Mulheres, do Fundo Elas de investimento social e do projeto de justiça social SSEX BBOX, se junta a uma série de iniciativas sobre o tema LGBT, promovidas pela Globo.

Ao longo do dia, atores, roteiristas e jornalistas da Globo – Lázaro Ramos, Silvero Pereira, Juliana Alves, Bianca Ramoneda, Antônio Prata, Renata Ceribelli e Mônica Waldvogel –, alguns deles pessoalmente envolvidos em questões como o movimento feminista ou identidade de gênero, discutiram ao lado de especialistas e ativistas como Djamilla Ribeiro, Tatiana Nascimento, Lam Mattos, Helena Vieira e Julia Rosemberg questões tão múltiplas quando binariedade, movimento feminista negro, representações de gênero, corpo.

As discussões sobre o tema estão aprofundadas na 12ª edição do Caderno Globo. Em 120 páginas, ‘Corpo: Artigo Indefinido’ se propõe a debater questões múltiplas e inesgotáveis que tangem a sopa de letrinhas que, com variações, chega a LBTTQIA+. Binarismo, feminismo, corpo, equidade, educação, mercado de trabalho, leis são discutidos nos textos, artigos e entrevistas de especialistas e ativistas. 


Na composição do caderno, nomes internacionalmente conhecidos, como a filósofa norte-americana Judith Butler e a consultora Jessica Shortall compartilham seu conhecimento.

A publicação, que se junta a uma coleção de 11 outros títulos publicados pela Globo (disponíveis em www.globouniversidade.com.br) começa com um ensaio fotográfico produzido com ativistas que participaram de um primeiro ciclo de debates, para convidados, nos Estúdios Globo. Cada um deles narra seu envolvimento com a causa de gênero.

Além da versão impressa, distribuída para parceiros e universidades, a versão digital estará disponível no site do Globo Universidade

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