Trabalho à distância: Crescimento galopante


Problemas com deslocamento, inclusão social e qualidade de vida do colaborador são alguns dos fatores que estimulam o crescimento desta atividade. Expectativa do Sintelmark é que a prática do teletrabalho se torne cada vez mais comum nos próximos anos 

A aprovação da Lei 12.551/2011, que regulamenta o trabalho à distância no Brasil, está despertando o interesse de diversas empresas do setor de contact center paulista. Estimativas apontam que o teletrabalho deve crescer 30% ao ano, por ser uma atividade que proporciona qualidade de vida aos colaboradores, além de contribuir para a inserção de deficientes no mercado profissional.

Para Stan Braz, diretor presidente executivo do Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos), as empresas do setor já estão demonstrando interesse em adotar este formato de trabalho. “Até a regulamentação da lei, o que impedia as companhias de agilizarem o processo de adoção do teletrabalho era a questão jurídica, já que não eram reconhecidas as formas eletrônicas para comprovação da jornada de trabalho desenvolvida fora da empresa. Agora, com a lei em vigor, estas organizações percebem as vantagens desta atividade, como qualidade de vida do operador e oportunidade para criação de novas vagas para pessoas com impossibilidade de locomoção”, afirma.

Com isso, a TeleTech, especializada em contact center e que já atua com funcionários em sistema de teletrabalho em outros países, planeja atuar dessa maneira no Brasil. “A corporação possui processos que permitem a realização das atividades de seus funcionários à distância e, com certeza, iremos explorar ao máximo a lei para trazermos essa prática também para o Brasil. Temos como intuito proporcionar melhores condições trabalho aos nossos funcionários, bem como minimização dos espaços físicos ocupados por eles em nossas dependências, o que também resultaria em alguma economia”, argumenta Agnaldo Souza, diretor de RH da Teletech.

Outra empresa de contact center que também pretende adotar este sistema de trabalho à distância em breve é a Pluris Mídia. Para o executivo Luis Crem, com os problemas de infraestrutura nos grandes centros urbanos o teletrabalho se torna uma opção para as empresas. “Atualmente as grandes capitais não comportam mais o aumento excessivo de automóveis circulando diariamente e os investimentos em transporte público levam anos para surtir resultados efetivos. Dentro deste cenário e levando em consideração a disponibilidade de recursos tecnológicos adequados para a gestão das pessoas, acredito que esse seja o melhor momento para iniciar esse processo dentro das organizações”, comenta.

A URANET, empresa que já trabalha com o teletrabalho com portadores de deficiência física por meio do projeto “Atendimento Especial” informou que deve continuar com essa prática “Para a Uranet, a aprovação da Lei do Trabalho à distância veio para corroborar com nosso projeto que já existe há alguns anos”, ressalta Silvana Fraraccio diretora de controladoria da empresa.

Na análise de Alvaro Mello, professor da Business School São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), a nova regra está começando a alterar os modelos de gestão das empresas. “A lei 12.551 impacta as empresas pelo fato de que agora passa a existir o teletrabalhador, anteriormente desconsiderado como categoria de profissional. É um bom sinal, pois significa que esta atividade já começa a ser regulamentada, como está sendo o caso do uso do celular em horários fora do expediente normal de trabalho”, descreve o presidente.

Mello destaca ainda que “esperamos que as empresas percebam rapidamente as vantagens do trabalho à distância, modalidade com crescimento anual projetado em 30%”, completa o especialista.

Sobre o Sintelmark:

O Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos) é uma entidade apartidária e foi constituído em fevereiro de 1996, com o objetivo de dar representatividade jurídica à categoria, contribuindo para o crescimento do setor, mantendo diálogos com entidades públicas e privadas.

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