Conselhos e Reflexões para a Vida Inteira


Artigo de  Erika de Souza Bueno*   

De um jeito ou de outro, todos nós vamos engordar um pouquinho com o passar dos anos. Então, já que isso é fato indiscutível, que aconteça por termos permitido nosso corpo gerar mais uma vida... 

Sem muito o que fazer para impedir, todos nós também vamos ter rugas que denunciarão os anos que Deus está nos permitindo viver. Já que é assim, que sejam então rugas que mostrem que não tivemos medo de sorrir e nem de abrir bem os olhos para encarar os fatos da vida.



Ainda que possamos lutar contra isto, em algum momento seremos surpreendidos por algum mal-estar, que denunciará algum desgaste em nosso organismo. Já que não dá para fugir disso também, devemos aproveitar nossa saúde e disposição para dar a mão para quem precisa de ajuda. 



Mesmo que não queiramos pensar sobre isso, vamos, infelizmente, cedo ou tarde, receber a triste notícia da partida de alguém. Então, enquanto a temos conosco, é bom não medirmos esforços para fazê-la feliz. 



Ainda que inúmeras plásticas e demais recursos sejam criados constantemente para nos convencer que a juventude é eterna, sabemos que a beleza física é tão passageira como a nuvem da manhã que, quando nos damos conta, já passou e deu lugar à impetuosa luz do sol. 

Vale a pena doarmos mais de nós; mais, vale a pena valorizarmos o que realmente não vai passar, que é a nossa vida com Deus para toda a eternidade. Vale a pena valorizar as pessoas, ajudando-as a enxergarem pela perspectiva de Deus, atribuindo valores ao que realmente importa. 

Vale a pena pensar antes de falar bobagem, pois a memória de um coração ferido não é superada tão facilmente. Vale a pena não supervalorizar dias de festas, pois eles passam; o que não passa são as duras consequências de ações e reações impensadas ou pensadas sob o devastador efeito do álcool. 

Vale a pena privar-se de algumas risadas para não constranger alguém que, momentaneamente ou não, está numa situação delicada.



Vale a pena visitar os idosos, as crianças abandonadas ou as pessoas que buscam no isolamento a falsa sensação de segurança. Vale a pena estender a mão e ajudar alguém a se levantar; vale a pena ser gentil em vez de apenas e friamente ser “educado”. 

Vale a pena investir em horas de companhia junto à família. Vale a pena se cansar e dar colo à criança que ainda o pede. Vale a pena permitir sujar a roupa para pegar um cachorrinho abandonado no colo e levá-lo a um lugar seguro. 



Vale a pena atrasar-se para chegar ao trabalho por não ter “cortado” os carros na contramão. Vale a pena controlar-se diante dos insultos que se recebe no trânsito e não entrar em discussões que podem desgastar sua energia tão desnecessariamente. 

Vale a pena ser feliz, apostar numa segunda chance a um irmão, a um pai, a uma mãe que, num dado momento, não agiram da forma como você esperava ou precisava. Vale a pena investir em você, no seu bem-estar e, para isso, vale a pena pensar em Deus mesmo em momentos de grandes feriados, shows e demais festejos que, ao que parece, querem enlouquecer até as mais sensatas famílias. 

Enfim, vale a pena – jamais se esqueça – pensar em Deus e em seus valores em quaisquer circunstâncias, pois Ele é a garantia da paz em cada família, em cada lar que o tem em primeiro lugar. 

Acredite, vale a pena... 

* Erika de Souza Bueno é Coordenadora-Pedagógica do Planeta Educação e Editora do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br). Professora e consultora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, educação e família.