Quanto vale uma ideia?

Não basta que as soluções sejam inovadoras, elas precisam ser viáveis. Por isso, além de sair em busca de ideias, estimulando a criatividade, é preciso gerenciá-las para que representem, de fato, uma solução. A ideia é apenas uma fase do processo de inovação, decisiva e irrisória ao mesmo tempo. A afirmação é de Guy Aznar, especialista francês em técnicas de criatividade. No livro Ideias - 100 técnicas de criatividade (256 p., R$ 63,90), que ele acaba de lançar no Brasil, pela Summus Editorial, ele explica a importância de estimular as ideias. Mas ressalta: o gerenciamento delas é tão importante quando produzi-las. Portanto, é preciso se certificar de que a ideia pode sair do campo do imaginário, do sonho e do desejo para romper os limites objetivos de realização. Resumindo: a ideia precisa ser viável.

Por isso, o livro está dividido basicamente em duas partes: produzir ideias e gerenciá-las. Para Aznar, a ideia não é nada sem o lento processo de formulação e reformulação do problema, de enquadramento da busca. A formulação, segundo ele, não é apenas uma obrigação: é uma maneira de transformar o desejo informal em contrato. "É um trampolim, um starting-block que nos impulsiona. A ideia deve ser resultado de um lento trabalho de avaliação e de refinamento, de um ajuste - de ponta a ponta - proporcionado por um processo metódico de maturação", diz o autor.

O autor
Pioneiro em sua área de atuação, Guy Aznar fundou a primeira organização francesa de criatividade, nos anos 1970. Enriqueceu a prática com diversas contribuições, em especial com técnicas projetivas e gráficas, com a reflexão sobre os mecanismos criativos e com a experimentação de métodos que favorecem tanto a expressão imaginária e a intuição quanto a emergência de ideias realistas. Tem se dedicado à implantação de células de criatividade nas empresas e ao treinamento de mediadores. É presidente da Associação Francesa para o Desenvolvimento da Criatividade (www.crea-france.com).