Superprodução Antártida estreia nas telonas brasileiras


Longa do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo, dirigido por 
Bruno Safadi e escrito por Claudia Jouvin, chega aos cinemas dia 17 de setembro

Em meio ao gelo, ao silêncio e à tensão extrema nasce Antártida, superprodução do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo. Escrito por Claudia Jouvin e dirigido por Bruno Safadi, o thriller psicológico une narrativa potente, protagonismo feminino e recursos visuais de última geração - o filme teve boa parte de suas cenas rodadas no Estúdio de Produções Virtuais, usando tecnologia Unreal.

Depois de abrir o 54º Festival de Cinema de Gramado no dia 14 de agosto, Antártida estreia exclusivamente nos cinemas no dia 17 de setembro, com distribuição da Paris Filmes. Protagonizado por Andrea Beltrão e Marina Ruy Barbosa, o elenco reúne Antonio Calloni, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Renan Monteiro, Mariana Sena, Gero Camilo, João Vitor Silva, Adélio Lima, Marcos de Andrade e Henrique Barreira.

A história se passa na estação de pesquisas brasileira na Antártida, onde cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno isolados. Na primeira noite, um crime contra a pesquisadora Inês (Marina Ruy Barbosa) abala a base e transforma o ambiente já hostil em uma verdadeira panela de pressão. Todos os homens da estação se tornam suspeitos, inclusive o Comandante Barros (Antonio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos).

Foto - Fábio Rocha/Globo

A subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) assume a missão de investigar o ocorrido e, com o apoio das mulheres da base - entre elas Marina (Leandra Leal) e Rose (Mariana Sena) -, enfrenta o medo, o silêncio e a violência em busca de justiça. “É um filme sobre união feminina em um ambiente extremamente masculino e opressor”, afirma a autora Claudia Jouvin.

O projeto nasceu em 2017, inspirado em uma notícia real sobre um incêndio na estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártida. Para o longa-metragem, os Estúdios Globo decidiram testar a tecnologia Unreal em produções audiovisuais. “‘Antártida’ é um projeto muito pessoal, que me permitiu exorcizar muitas coisas. E ver esse elenco incrível dando vida aos personagens foi emocionante”, conta Claudia.

A decisão de filmar em estúdio virtual foi o que permitiu que o projeto saísse do papel. “Fazer um filme inteiro na Antártida seria inviável, tanto pelo custo quanto pelas condições climáticas”, explica o diretor Bruno Safadi. “A tecnologia de produção virtual nos permitiu criar uma imersão total, onde o mundo real e o virtual se fundem aos olhos da câmera e do espectador. Parece que estamos realmente no continente antártico”.

Foto - Fábio Rocha/Globo

A produtora Isabela Bellenzani relembra os primeiros passos da produção e os desafios técnicos enfrentados: “a ideia de filmar na Antártida parecia impossível, até que surgiu a possibilidade de usar a tecnologia do estúdio virtual. Montamos uma equipe multidisciplinar e começamos a estudar como viabilizar um filme dessa complexidade dentro dos Estúdios Globo. Foram oito meses de trabalho intenso, com 16 semanas de pré-produção e seis semanas de testes. Tudo precisava estar pronto antes do primeiro ‘ação’. O resultado é fruto de muito estudo, testes e colaboração entre direção, efeitos especiais, produção e tecnologia”.

O projeto se destaca por ser filmado no maior estúdio permanente de produção virtual da América Latina. Com mais de 1500 m², o novo espaço integra tecnologias de ponta como câmeras com tracking de alta precisão e recursos de Inteligência Artificial e Realidade Aumentada em mais de 300 m² de telas de LED. O uso de produção virtual une o mundo real e virtual de forma fluida, trazendo inúmeras mudanças na cadeia de produção, como a possibilidade de filmar em lugares inóspitos e de difícil acesso. Outros benefícios são a otimização de recursos, a redução de deslocamentos e a não dependência de fatores externos como variações climáticas, ampliando as possibilidades criativas para o desenvolvimento de conteúdo.

O produtor de tecnologia Bruno Netto detalha: “usamos um software de engenharia de games para reproduzir virtualmente a base de 2012, que não existe mais. Captamos imagens reais na Patagônia com câmeras 360 e combinamos com cenários físicos, criando uma emenda quase imperceptível entre o real e o virtual”.

Foto - Fábio Rocha/Globo

A cenografia também foi peça fundamental para garantir verossimilhança e confundir os limites entre real e virtual. “Nosso maior objetivo era fazer com que o público não soubesse onde começava o cenário físico e onde terminava o virtual”, explica o cenógrafo Felipe Serran. “Criamos camadas de neve com diferentes materiais para dar textura, profundidade e realismo. O pé afunda, a neve se arrasta... tudo foi pensado para que a experiência fosse crível e imersiva”.

Além da inovação técnica, Antártida é um thriller eletrizante, que prende o espectador do começo ao fim. A tensão cresce a cada cena, com suspeitas e confrontos intensos. “É um filme de investigação, um whodunit, onde todos são suspeitos e ninguém está seguro”, diz Claudia. “O público vai ficar nervoso, curioso, querendo descobrir quem cometeu o crime”. A produção também se destaca por abordar temas urgentes como violência contra a mulher e abuso de poder. “A história é sobre sobrevivência, justiça e solidariedade feminina”, resume Claudia.

Sinopse

Na Estação Comandante Diniz, na Antártida, a cientista Inês (Marina Ruy Barbosa) é vítima de uma violência. Isolados pelo frio extremo e sem possibilidade de resgate imediato, todos os homens da base se tornam suspeitos - inclusive as patentes mais altas, Comandante Barros (Antonio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos). A subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão), então, assume a difícil missão de investigar o ocorrido, enquanto as mulheres da estação, Inês, Marina (Leandra Leal) e Rose (Mariana Sena), se sentem acuadas e precisam se unir para enfrentar o medo, o silêncio e a violência. Cercadas por gelo e tempestades do lado de fora, elas descobrem que o verdadeiro perigo está do lado de dentro. Antártida é um thriller psicológico sobre sobrevivência, justiça e solidariedade feminina em um dos lugares mais inóspitos do planeta.

Assista ao trailer:


Ficha técnica
Antártida
Brasil | 2026 | Thriller | 94 min.
Direção - Bruno Safadi
Roteiro - Claudia Jouvin
Elenco - Andrea Beltrão, Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa, Mariana Sena, Antonio Calloni, Lázaro Ramos, João Vitor Silva, Henrique Barreira, Adelio Lima, Renan Monteiro, Marcos de Andrade e Gero Camilo
Produção Executiva - Raphael Cavaco e Betina Paulon
Supervisão Artística - José Luiz Villamarim
Produção - Isabela Bellenzani
Assistente Direção - Jully Irie/Daniel Lentini
Diretor Fotografia - Mauro Pinheiro
Diretor Arte - Felipe Serran e Priscila Diniz
Figurino - Nathalia Duran
Caracterização - Juliana Mendes
Produtor de Elenco - Herminio Ribeiro
Produtor de VFX - Bruno Netto
Produtor Musical - Rafael Langoni
Montador - Rodrigo Lima
Produtora - Estúdios Globo
Coprodutora - TV Globo
Distribuidora - Paris Filmes
Classificação - 16 anos

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