Edwin Luisi estreia o espetáculo Eu Sou Minha Própria Mulher no Teatro FAAP

Foto - Livio Campos

Com texto de Doug Wright e direção de Herson Capri, a peça resgata a memória da travesti 
alemã Charlotte von Mahlsdorf, que sobreviveu à opressão do nazismo e do regime comunista

Inédita em São Paulo, Eu Sou Minha Própria Mulher chega na cidade para concretizar desejo antigo de Edwin Luisi. O espetáculo poderá ser conferido na temporada do Teatro FAAP, de 11 de setembro a 29 de novembro. A peça será apresentada em São Paulo quase duas décadas após sua celebrada estreia, em 2007, ano em que Edwin Luisi foi consagrado com os prêmios Shell e APTR, de Melhor Ator, além do Qualidade Brasil, na categoria Melhor Ator Teatral de Drama. O monólogo preserva sua essência original e dialoga diretamente com o presente, em um convite à empatia, à reflexão sobre identidade e à celebração da coragem de existir.

"Antes de mais nada, é necessário dizer que essa é uma releitura, uma outra produção. Alguns profissionais mudaram, o texto foi atualizado. Inclusive a forma como eu encaro o texto é diferente daquela época, passaram-se muitos anos. Nesse meio tempo, tivemos muitas mudanças no mundo, sobretudo uma pandemia, que marcou a todos nós. E vejo o texto hoje muito mais atual do que na época, porque fala de identidade, resistência, da liberdade de ser o que se é. Hoje tem muito mais campo para esse tipo de narrativa, é uma pauta importantíssima em qualquer lugar do mundo. Na época em que montei, essas coisas ainda estavam muito diluídas", reflete Edwin Luisi.

Foto - Livio Campos

Em cena, Edwin dá vida a 20 personagens para narrar a trajetória real e extraordinária de Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002), uma figura histórica que atravessou alguns dos períodos mais sombrios do século XX mantendo viva sua identidade, sua memória e sua liberdade de ser.

Baseado em uma série de entrevistas concedidas por Charlotte ao autor Doug Wright, o espetáculo busca não apenas retratar uma trajetória individual, mas iluminar os mecanismos de opressão e, sobretudo, a força da resistência. Charlotte não é apresentada como heroína clássica, mas como alguém que escolheu existir plenamente, mesmo quando o mundo insistia em negá-la.

Sinopse

Foto - Livio Campos

A peça começa quando o autor Doug Wright assiste a uma palestra de Charlotte von Mahlsdorf e, encantado com ela e sua história, escreve-lhe uma carta pedindo autorização para criar uma peça sobre sua vida. Charlotte aceita e começa a lhe conceder uma série de entrevistas. Nascida em 1928 sob o nome de Lothar Berfelde, desde jovem se afirmava como mulher e assim viveu, assumindo sua identidade feminina em meio à violenta sociedade nazista. Os encontros entre Doug e Charlotte são intercalados por memórias e novos acontecimentos, que vão surpreendendo e transformando o olhar e os relatos de Doug. “O espetáculo não segue uma cronologia, vai e volta no tempo. Esta é a mágica do teatro porque ela (Charlotte) faz todos os personagens citados nas entrevistas. O ator que vive a Charlotte e que vive o Doug, os dois estão em cena, e ela vai vivenciando as histórias das pessoas que passaram por sua vida”, detalha o ator Edwin Luisi.

Ficha técnica
Eu Sou Minha Própria Mulher
Direção - Herson Capri
Texto - Doug Wright
Atuação - Edwin Luisi
Produtor e Assistente de Direção - Cláudio Andrade
Cenário e Figurino - Marcelo Marques
Iluminação - Aurélio de Simoni
Trilha Sonora - Paulo Arruzzo
Assessoria de Imprensa - M Fernanda Teixeira e Maurício Barreira | Arteplural
Fotos - Lívio Campos
Programação Visual - Júlia Barros
Produção - Edwin Luisi Produções Artísticas
Produção SP - Gerardo Franco

Serviço
Eu Sou Minha Própria Mulher
Temporada – de 11 de setembro a 29 de novembro
Horário - sextas e sábados, às 20h, domingos, às 17h
Duração - 70 minutos
Local - Teatro FAAP
Endereço - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis - São Paulo
Ingressos - R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia)
Venda de ingressos online aqui
Classificação - 14 anos

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