Bruna Alimonda leva show intimista aos jardins da Casa Museu Eva Klabin

Bruna Alimonda vem se consolidando como um dos nomes da nova geração de compositoras brasileiras. Foto - Divulgação

Artista sobe ao palco no dia 25 de julho com repertório que passa por seu álbum Estado Febril e por músicas inéditas de seu próximo disco

A cantora e compositora pernambucana Bruna Alimonda é a nova atração do Pôr do Sol, projeto da Casa Museu Eva Klabin dedicado à nova geração da música popular brasileira. No sábado, dia 25 de julho, a artista sobe ao palco montado nos jardins da Casa para uma performance intimista que aproxima o público de seu repertório atravessado pela MPB contemporânea, brega pernambucano, música romântica e por gêneros latino-americanos como bolero e cumbia.

No show em formato de voz e guitarra, ao lado de Ivan Santarém, Bruna traz um repertório que reúne canções de Estado Febril, seu primeiro álbum solo, e apresenta pela primeira vez algumas músicas do próximo disco, previsto para este ano. Lançado em 2024, Estado Febril marcou a sua estreia em carreira solo consolidando uma identidade que cruza a memória cultural de Pernambuco com a experiência de viver em São Paulo. A proposta é transformar o repertório em uma experiência de escuta mais próxima, com composições de forte presença rítmica, poética e cênica.

“Esse formato mais acústico, de voz e guitarra, permite contar a história mesmo, olhar olho no olho, falar um pouco sobre as músicas e mostrar canções novas. É quase uma conversação musical”, afirma.

Foto - Divulgação

Radicada em São Paulo, Bruna vem se consolidando como um dos nomes da nova geração de compositoras brasileiras. Formada em Artes Cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena, ela também é vocalista e compositora da banda Abacaxepa, com dez anos de trajetória na cena autoral. Em seu trabalho solo, reúne influências da MPB, do brega pernambucano e de gêneros latino-americanos como bolero e cumbia. As composições nasceram, inicialmente, da experiência de viver longe de Pernambuco e tratam de temas como saudade, pertencimento, amor e desejo.

Artista LGBTQIAPN+, Bruna também dialoga diretamente com o recorte curatorial da temporada 2026 do Pôr do Sol, dedicada a nomes da comunidade. No repertório está Me Beija na Rua, canção que nasceu de uma conversa com Assucena, artista que também já passou pelo projeto, em 2024, sobre a dificuldade de demonstrar afeto em público:

“Ela se virou para mim e disse: ‘é isso, Bruna, às vezes eu queria falar para alguém: me beije na rua’. Daí eu tirei esse mote e escrevi essa canção, que fala não só sobre pessoas LGBTQIAPN+, mas sobre pessoas que, de alguma forma, não se sentem à vontade para demonstrar afeto e amor em público”, conta Bruna.

Com curadoria de Rodrigo Andrade, o ‘Pôr do Sol’ acontece nos jardins da Casa Museu Eva Klabin e celebra a potência da nova música brasileira em apresentações sempre às 17h do último sábado de cada mês. Ali, surge a atmosfera intimista de fim de tarde no jardim projetado por Roberto Burle Marx nos anos 1960.

A cada ano, o projeto adota um recorte curatorial específico: depois de destacar mulheres, em 2024, e artistas negros e negras, em 2025, a edição de 2026 volta seu olhar para artistas da comunidade LGBTQIAPN+, reunindo diferentes linguagens e trajetórias da cena atual, como BIAB e Davi Sabbag, que já se apresentaram nesta temporada, além de outros nomes que passarão pelo programa até setembro.

Serviço
Pôr do Sol - Bruna Alimonda
Data - 25 de julho - sábado
Horário - 17h
Local - Casa Museu Eva Klabin
Endereço - Av. Epitácio Pessoa, 2480 - Lagoa - Rio de Janeiro (RJ)
Ingressos - R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)
Venada de ingressos no site aqui
Classificação - livre

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