| Foto - Tata Barreto |
A Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) realizou ontem, dia 26 de maio, o 9º Prêmio ABRA, a principal honraria dedicada exclusivamente à autoria audiovisual no país. A entrega dos troféus ocorreu no Rio2C, parceiro da premiação. Neste ano, o prêmio homenageou Yoya Wursch, autora de sucessos como os longas Lua de Cristal (Tizuka Yamazaki, 1990) e Bete Balanço (Lael Rodrigues, 1984), além de marcos da TV como a novela Dona Anja (SBT, 1996/97) e a série Mandacaru (Manchete, 1997/98).
A edição contou com patrocínio do Projeto Paradiso e apoio do Cardume Curtas e da Cinemateca Brasileira. Sob a direção de Camilo Pellegrini pelo terceiro ano consecutivo, a cerimônia foi conduzida por Caíto Mainier e Thalita Carauta, com roteiro de Arnaldo Branco. A premiação aconteceu no ano em que a ABRA completa uma década de existência.
"A ABRA conquistou uma relevância incontornável. Não se faz nada, nem se projeta qualquer movimentação no setor, sem a participação dos roteiristas. Chegamos aos 10 anos com mais de mil associados em todo o território nacional, liderando as discussões mais importantes para o futuro do audiovisual", afirma Thaís Olivier, presidente da ABRA.
Atualmente, entre outras iniciativas e negociações diretas com produtoras, a associação trabalha três frentes legislativas estratégicas. A primeira é o PL do Streaming, em tramitação no Congresso para estabelecer regras justas às plataformas de streaming no Brasil. A proposta foca na proteção da propriedade intelectual dos autores nacionais e na garantia de investimentos na indústria audiovisual brasileira.
A segunda frente é o PL dos Direitos Autorais, que visa corrigir a falha da lei de 1998 - legislação que, atualmente, exclui roteiristas do recebimento de direitos autorais. Por fim, há o PL da Inteligência Artificial, cujo objetivo é garantir que as obras usadas no treinamento de IAs gerem transparência, reconhecimento e a devida remuneração aos autores criadores originais.
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