Documentário Apolo terá sua Première Internacional no SXSW 2026

Foto - Douglas Shineidr

Longa-metragem
, de Tainá Müller e Isis Broken, anuncia a sua primeira exibição internacional após quatro prêmios no Festival do Rio e no Festival MixBrasil

O documentário brasileiro Apolo, dirigido por Tainá Müller e Isis Broken, acaba de ser anunciado na seleção oficial do South by Southwest (SXSW) 2026. A presença do longa no festival marca mais uma conquista para o filme, após consagrações em sua première nacional no Festival do Rio (onde venceu nas categorias Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Trilha Sonora Original, composta pelo músico Plínio Profeta) e no 33º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade (onde conquistou o Coelho de Prata [Prêmio do Público] de Melhor Longa Nacional e uma Menção Honrosa do Júri na categoria de Melhor Longa-Metragem), agora terá sua Première Internacional no prestigiado festival SXSW - South by Southwest.

Tainá Müller comemora esta nova etapa na carreira de Apolo. “Acho muito significativa a estreia internacional do nosso documentário no SXSW, um dos maiores e mais influentes festivais do mundo, em um ano histórico pro cinema brasileiro e, ao mesmo tempo, tão delicado para os EUA. Observamos de longe algo muito profundo e dolorido acontecendo por lá e levar Apolo nesse contexto, um filme que fala de resistência por meio do afeto, pode ser um pequeno sopro de esperança para os que buscam igualdade e respeito”.

Fundado em 1987 em Austin, no Texas, o SXSW é mundialmente reconhecido por sua conferência e festivais que celebram tecnologia, cinema, música, educação e cultura. Considerado um destino essencial para profissionais globais, o SXSW promove encontros entre temas e pessoas diversas, oferecendo uma programação que inclui exibições de filmes e televisão, sessões de conferências, mostras de música e oportunidades únicas de networking. A edição deste ano acontece entre os dias 12 e 18 de março.

Apolo acompanha a jornada de uma família onde o pai está dando à luz e a sociedade não está preparada para isso. Enquanto acompanhamos a gestação de Apolo, refletimos sobre os diferentes dramas de um casal transgênero: Isis Broken e Lourenzo Gabriel.


A atriz e agora cineasta Tainá Müller estreia na direção de longas-metragens com este projeto. “Durante meu tempo como repórter da MTV, sempre buscava trazer alguma poesia para as reportagens que fazia sobre música, mas os vinte anos que me dediquei inteiramente à carreira de atriz acabou deixando para trás essa minha raiz no audiovisual. Durante a pandemia foi justamente quando essa inquietação de contar histórias de forma mais autoral voltou a bater na minha porta”, conta Tainá.

A atriz e artista musical Isis Broken, além de personagem, celebra sua estreia dirigindo no cinema, que categoriza como desafiadora: “todos os momentos tiveram suas particularidades e dificuldades, porque estávamos expondo a nossa família, que vivia um preconceito muito grande. Apesar de tudo, sabíamos que não estávamos sozinhas, tínhamos amor, coragem e o apoio de muitas pessoas que acreditam na luta por respeito e dignidade”, relembra Isis.

Para ambas, Apolo também foi motivador em contribuir para lidar com assuntos que nem sempre ganham protagonismo no debate social. Segundo Isis, “as pautas sobre famílias transcentradas, sobre maternidade e paternidade trans, precisam ser visibilizadas. É difícil, mas é também uma forma de resistência e de construção de um futuro mais justo”.

Já para Tainá, “a entidade família é um conceito capturado no mundo inteiro hoje pela política, pois entenderam que em um mundo fragmentado, é onde as pessoas se fortalecem. Mas há uma distorção que tenta limitar esse conceito a uma caixinha de ‘normatividade’ e acho que Apolo vem para mostrar que outros modelos familiares não só são possíveis, como merecem igual respeito”.

Apolo é produzido pela Capuri, Puro Corazón e Biônica Filmes, esta última também distribuidora do filme, e tem apoio do Grand Mercure Copacabana. Realização Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo.

Sinopse

Enquanto acompanhamos a gestação de Apolo, refletimos sobre os diferentes dramas de um casal transgênero: Isis Broken e Lourenzo Gabriel. O pai está dando à luz e a sociedade não está preparada para isso.

Assista ao trailer:


Ficha técnica
Apolo
Brasil | 2025 | Documentário | 82 min.
Direção - Tainá Müller e Isis Broken
Argumento e Idealização - Tainá Müller
Roteiro - Tainá Müller, Tatiana Lohmann, Isis Broken e Lourenzo Duvale
Direção de Fotografia - Nico Mascarenhas
Produção - Capuri, Biônica Filmes e Puro Corazón
Produtores - Bianca Villar, Eduardo Rezende, Fernando Fraiha, Henrique Sauer, Karen Castanho, Tainá Müller e Thiago Mascarenhas
Produtores Associados - João Macedo e Plínio Profeta
Montagem - Tatiana Lohmann
Som Direto - Clara Cavalcante, Gustavo Ruggeri, Juliana Chotte e Isis Araújo
Supervisão de Edição de Som - Miriam Biderman, ABC
Desenho de Som e Mixagem - Ricardo Reis, ABC
Música Original - Plínio Profeta
Coordenação de Pós-produção - Beto Bassi
Colorista - Samanta do Amaral, ABC, DAFB
Produção Executiva - Isa Colombo e Denise Fait
Produção de Distribuição - Barbara Sturm
Distribuição - Biônica Filmes
Classificação - 12 anos

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